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Segundo o sindicato, 800 pessoas participaram de passeata em favor da democracia e contra o PL da terceirização; para PM, apenas 400 marcaram presença

Sem a adesão do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) ou do Movimento dos Trabalhadores por Sem Teto (MTST), a fraca adesão de público durante a manifestação convocada para esta terça-feira (7) pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) na capital paulista não desanimou os dirigentes sindicais.

Adi dos Santos Lima, que preside a seccional paulista da CUT, minimizou a baixa adesão estimada em 800 pessoas explicando que, "ao tomar conhecimento da votação do Projeto de Lei [4330] da terceirização , pelo menos seis ônibus com sindicalistas foram mandados para Brasília".

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Segundo o dirigente, o número de participantes é o que menos conta, o importante é "a conscientização dos trabalhadores em relação aos prejuízos" que a aprovação da matéria de autoria do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO) pode acarretar para todas as categorias.

"Esse PL deve ser enterrado, engavetado e arquivado", disparou emendando que apoiaria uma proposta que brecasse a terceirização em atividades fins e que equiparasse os salários de pessoas jurídicas e celetistas.

O presidente estadual da CUT também cobrou interlocução do Planalto com os trabalhadores uma vez que a conjuntura econômica, que traz a inflação e a ameaça ao desemprego, pode levá-los a engrossar as manifestações de ruas.




"Ela [Dilma] está nos tratando como nos tratou durante todo o primeiro mandato. Nós não precisamos ouvir recado do Congresso. Ela tem canais para conversar conosco. O ajuste fiscal que nós queremos passar pelo imposto sobre grandes fortunas, a taxação de heranças, contra a sonegação, contra a corrupção. Queremos que empresas parem de financiar campanhas eleitorais", cobrou o dirigente da CUT paulista.

Apesar da advertência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que pediu que a presidente Dilma priorizasse uma agenda entre o Planalto e as centrais sindicais –, nenhuma reunião entre Dilma e os representantes dos trabalhadores foi agendada até agora.

Adi Lima enfatizou, por fim, que a manifestação desta terça-feira não tem o objetivo de se contrapor aos atos anti-Dilma convocados para o próximo domingo (12). "Não é uma manifestação a favor do governo ou contra o governo. Nós apoiamos todas as manifestações, embora eu ache perigoso pedir a volta dos militares. Mas é da democracia" alertou.

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