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Em toda a região, a América do Sul terá o menor crescimento, próximo de zero, de acordo com a projeção da Cepal

O produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e do Caribe deverá crescer 1% este ano. A nova previsão foi divulgada hoje (7) pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Ela fica abaixo dos 2,2% previstos no fim do ano passado. De acordo com o organismo das Nações Unidas, a nova estimativa reflete um panorama global caracterizado por uma dinâmica econômica menor ao que era esperado no fim de 2014.

“Com exceção dos Estados Unidos, as projeções de crescimento foram revisadas nos países industrializados, e as economias emergentes continuam desacelerando-se. Espera-se que a região consiga manter o crescimento econômico em torno dos níveis registrados em 2014”, informou a Cepal, referindo-se ao crescimento de 1,1% do ano passado.

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Em toda a região, a América do Sul terá o menor crescimento, próximo de zero, de acordo com a projeção da Cepal. Os países do Caribe devem ter crescimento médio de 1,9% e A América Central e o México alcançarão 3,2%. “As particularidades das economias da região, em termos de suas estruturas econômicas e suas formas de inserção na economia mundial, influem em uma importante heterogeneidade na intensidade e forma em que os choques externos as afetaram”, explicou a Cepal.

A organização ressalta ainda que o fim do “superciclo” do preço dos bens primários afeta negativamente muitos países da região. Por isso, as economias especializadas na produção de bens primários, principalmente petróleo e minérios, como as da América do Sul, tiveram as maiores quedas nas projeções de crescimento. Os maiores crescimentos do PIB devem ser registrados no Panamá (6%), em Antígua e Barbuda (5,4%), e na Bolívia, na Nicarágua e na República Dominicana, os três com estimativa de 5%.

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