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Informações iniciais apontam que empresas atuariam juntas para fixar preços de medicamentos em licitações; entre os suspeitos está a Teuto, da multinacional Pfizer

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu nesta quinta-feira (2) processo administrativo para investigar um cartel de empresas de medicamentos em licitações públicas. Segundo informações preliminares, 15 empresas atuavam em conjunto para fixar preços de remédios para depressão, analgésicos, sedativos, hipertensão e tosse. Segundo a denúncia, as irregularidades ocorreram em  Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Pernambuco entre 2007 e 2011.

Ao todo, serão investigados pelo Cade 15 laboratórios; denúncia foi feita pelo MP de Minas Gerais
MARTIN HENKELMANN/STOCKXPERT
Ao todo, serão investigados pelo Cade 15 laboratórios; denúncia foi feita pelo MP de Minas Gerais

Segundo o Cade, as empresas monitoravam licitações e acertavam previamente as vencedoras e os valores que seriam lançados no processo de concorrência. De acordo com o conselho, os seguintes laboratórios vão responder ao processo: Comercial Cirúrgica Rioclarense; Cristália;  Dimaci; Drogafonte; Hipolabor Farmacêutica; Laboratório Teuto; Macromed; Mafra Hospitalar; Merriam Farma; Netfarma; NovaFarma; Profarma Specialty; Rhamis Distribuidora Farmacêutica; Sanval e Torrent do Brasil.

A apuração chegou ao Cade por meio de denúncia do Ministério Público de Minas Gerais. Com a instauração do processo administrativo, as empresas serão chamadas para apresentar defesa. Após a argumentação dos laboratórios, a Superintendência-Geral do Cade vai decidir se arquiva o procedimento ou denuncia os fatos ao tribunal do conselho. Caso seja aplicada, a punição será uma multa, que varia de acordo com o faturamento.

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