Tamanho do texto

A presidente Dilma Rousseff recebeu a entidade para debater as dificuldades que a indústria automobilística enfrenta em meio a uma conjuntura econômica ruim

Em entrevista coletiva do ministro da Casa Civil, Aloízio Mercadante, e do presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), Luiz Moan, nesta quarta-feira (1º), o governo afirmou que, em até 30 dias, apresentará respostas sobre demandas da Anfavea.

Leia também:

Venda de carros cai 16% no primeiro trimestre; veja os 40 modelos mais vendidos

A presidente Dilma Rousseff recebeu Moan  na tarde desta quarta-feira. Segundo a entidade, o objetivo seria debater sobre as dificuldades que a indústria automobilística enfrenta em meio a uma conjuntura econômica ruim, de desaceleração da atividade, redução do consumo e do nível de crédito, além de juros altos.

Veja os 40 modelos de carros mais vendidos em março, segundo a Fenabrave


O setor foi um dos mais beneficiados pelas medidas de estímulo no primeiro mandato da presidente, chegando ao recorde, em 2013, de 3,7 milhões de veículos produzidos no País, e de venda total de veículos novos, em 2012 (3,8 milhões de unidades). Mas a indústria sofreu um forte revés em 2014 ao registrar queda da produção de 15,3% (com a fabricação de 3,15 milhões) e recuo de 7,1% nas vendas de veículos novos.

Leia mais:  Produção de veículos cai 26,7 % em fevereiro, segundo Anfavea

Desde o início do ano, a indústria vem sofrendo com a anulação da redução do IPI, grande responsável pela aceleração de vendas do setor. Para Mercadante, no entando, é preciso entender que "o governo foi longe demais nas desonerações fiscais".

"Fomos longe demais nas desonerações fiscais, desoneramos cesta básica, que está mantida, e a folha de pagamentos, que está mantida em parte. Vamos ter um forte contigenciamento do orçamento, para aumentar as receitas sem aumento da carga tributária, mas revendo desonerações do passado."

Ministro também falou sobre Banco Central e aprovação do governo

Mercadante aproveitou a entrevista para elogiar a ida do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ao Senado na última terça-feira (30). "Ele foi sabatinado por mais de sete horas e isso trouxe resultados positivos. Só vou reclamar aqui que não deram para ele nem um lanchinho", brincou.

O ministro também foi questionado sobre as declarações de Renan Calheiros (PMDB) que sugeriu a Levy a independência do BC. "O governo de Lula e Dilma encontraram um caminho que é a autonomia do Banco Central. O Banco Central tem grande credibilidade internacional pela consistência e transparência dos dados e competência da gestão. Não há questionamento sobre taxas de juros, usamos os dados do Focus, as atas são transparentes, o sistema financeiro é sólido."

Leia mais: Para ministro, ajuste trará novo ciclo e vai manter selo de bom pagador

Sobre a queda da provação do governo Federal para 12% , Mercadante afirmou que o governo precisa ter humildade e trabalhar bastante. "É uma fotografia que exige mais trabalho, atenção e, especialmente, um caminho sólido para retomada do crescimento. O que vemos é a expectativa em relação ao crescimento, porque é decisivo para o emprego e renda.

O ministro afirmou que os instrumentos de combate a crise não podem ser mantidos. "Temos que fazer ajustes. São quatro anos de governo, temos apenas três meses. A fotografia não é boa, mas o filme vai ser bom", garantiu.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.