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Segundo a Bloomberg, Eike Batista não planeja nada nos que lhe deram fama internacional, como petróleo e minério

O empresário Eike Batista já planeja sua volta à atividade econômica, longe do mercado acionário, enquanto aguarda o julgamento pelas supostas práticas de insider trading (informações privilegiadas). A informação foi publicada pelo grupo de mídia Bloomberg.

Segundo a reportagem da Bloomberg, o ex-bilionário deve sair das áreas de petróleo, naval e minério, e planeja um negócio com clonagem de animais, produção de um "viagra genérico" que se dissolve embaixo da língua e exportação de biomassa de cana-de-açúcar como combustível de usinas elétricas no Reino Unido.

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PF faz operação na casa de Luma de Oliveira, ex-mulher de Eike

A Bloomberg informa que enquanto espera julgamento em casa, Eike está apresentando suas ideias de novos empreendimentos a investidores de private equity. Ele quer montar um laboratório de clonagem de gado e animais raros usando a tecnologia desse cientista.

Hoje, o Eike Batista tem um patrimônio negativo em US$ 1,6 bilhão, segundo o Bloomberg Billionaires Index.

Em setembro de 2014, o Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro (RJ) denunciou Eike Batista por dois crimes contra o mercado de capitais – manipulação do mercado e uso indevido de informação privilegiada. Pelos delitos, ele pode pegar até 13 anos de prisão, segundo nota divulgada pelo MPF – os prejuízos causados podem chegar a R$ 1,5 bilhão.

O MPF bloqueio os bens financeiros e arrestou de imóveis e móveis de Eike, para futura indenização dos prejuízos causados. 

O delito de manipulação de mercado ocorreu, segundo a denúncia, em outubro de 2010, quando Eike simulou a injeção de até US$ 1 bilhão na empresa, por meio de compra de ações da OGX. Para o MPF, Eike já sabia que os campos de exploração Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia não teriam a prospecção anunciada.

O MPF também acusa Eike de usar informações privilegiadas para gerar lucro indevido de R$ 125 milhões de maio a junho do ano passado. Entre agosto e setembro, o evento teria voltado a se repetir com a venda de ações da OGX.

Em 12 de fevereiro, a Polícia Federal fez uma operação para apreender os bens da ex-mulher de Eike Batista, Luma de Oliveira. Os agentes apreenderam três veículos: duas Toyota Hilux e uma BMW X5.

O mandado foi expedido pelo juiz Federal Flávio Roberto de Souza, responsável pela ação penal em que o Eike é réu por crimes contra o mercado de capitais. Souza foi afastado do caso.

Além dos veículos, a PF apreendeu três embarcações e três motos náuticas do empresário Eike Batista, por determinação da Justiça Federal. Segundo a Delegacia Federal de Angra dos Reis, os bens estavam na casa do empresário, localizada no bairro Vila Velha, na cidade de Angra, no sul fluminense.



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