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Manoel Dias afirma que Brasil não vive desastre e que situação do trabalhador será debatido com centrais sindicais

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, disse nesta segunda-feira (9), durante reunião com membros da Força Sindical, na capital paulista, que é preciso reconhecer que o Brasil continua gerando emprego.  Segundo ele, até dezembro, o número de vagas aumentou e o mês registrou o menor índice de desemprego, em 4,8%. Entretanto, destacou o ministro, há um clima de incertezas econômicas e também um exagero quanto à gravidade dos problemas do país.

“Eu sou sempre otimista e não acho que está tão ruim quanto querem. Há uma campanha deliberada da grande mídia de oposição, que cria um ambiente de dúvida acumulado com essa corrupção que está sendo desvendada. Isso deveria ser visto como positivo, porque um corruptor está preso. E não há corrupto sem corruptor, e a bomba sempre estourava no bagrinho”, disse ele.

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De acordo com Dias, há uma crise econômica generalizada no mundo, o que não minimiza as dificuldades do Brasil. “Não quero negar a crise, mas não concordo com desastre. Vamos ter que enfrentar e fazer um grande debate com as centrais sindicais sobre a qualificação dos trabalhadores e sobre as políticas públicas do trabalho e emprego”.

Sobre as medidas provisórias (MP) 664 e 665, anunciadas no fim do ano passado e que alteram regras de benefícios, como pensão, auxílio-doença e seguro-desemprego, o ministro disse que as medidas zelam pela saúde dos fundos nos quais o dinheiro do trabalhador é aplicado. “Nós somos gestores desses fundos. É preciso cuidar do dinheiro do trabalhador que é depositado, para que o trabalhador não perca esse dinheiro.Os fundos não estão falidos, temos que levar em conta que dobramos o número de empregos, aumentou a contribuição e, claro, o número de pessoas que requerem os benefícios.”

Depois de ouvir críticas dos sindicalistas a respeito das medidas, Dias explicou que o anúncio foi feito no final do ano passado por uma questão de prazo para que as decisões pudessem vigorar a partir de 2015. “Está sendo feito aquilo que é melhor para os trabalhadores. O governo tem a proposta, mas admite discutir. Não há mais como revogar, mas é importante discutir.”