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País criou 8.381 empregos formais no mês passado em relação a outubro; na comparação com novembro de 2013, no entanto, o resultado é negativo e representa um recuo de 82%

O mercado de emprego formal brasileiro voltou a gerar vagas em novembro, depois de registrar queda (com fechamento de 30.283 postos) no mês de outubro. No mês passado foram geradas 8.381 novas vagas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (18). No entanto,na comparação com o mesmo mês do ano passado houve recuo de 82% – em novembro de 2013 foram abertos 47.486 postos de trabalhos.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, foram admitidos 1.613.006 trabalhadores, enquanto ocorreram 1.604.625 desligamentos. No acumulado do ano, o emprego cresceu 2,31%, representando o acréscimo de 938.043 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 430.463 postos de trabalho, correspondendo à elevação de 1,05%.

Entre os setores econômicos, o Comércio foi o que mais contribuiu, com abertura de 105.043 empregos, seguido pelo Serviços (29,5 mil novas vagas). A Construção Civil teve desempenho negativo, com fechamento  de  48.894 postos, seguido da Indústria da Transformação, que fechou 43.700 vagas e da Agricultura ( -32.127 empregos).

Das 27 unidades da Federação, 14 apresentaram desempenho positivo na geração de empregos. O pior Estado foi São Paulo, com 18 mil vagas a menos e desempenho puxado pela indústria. 

A região com o melhor resultado foi a Sul, com 24,2 mil novos postos de trabalho. O maior impulso veio do setor de Comércio, com 20,2 mil novas vagas. O destaque do mês foi o Rio Grande do Sul, com 10,9 mil novos empregos, seguido de Santa Catarina, com 8.4 mil novos postos e do Paraná com 4,8 mil novos postos.

Depois do Sul outro desempenho positivo veio do Nordeste, com 11,2 mil novos postos de trabalho. O melhor Estado foi o Ceará, com 8 mil novos postos de trabalho. Lá também o comércio foi o principal puxador do nível de emprego. 

De acordo com os dados, o desempenho negativo da indústria de transformação decorreu da queda no emprego em todos os doze ramos do setor, com quatro deles revelando melhor desempenho em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Os maiores recuos foram registrados nos seguintes ramos: indústria química (-8.530 postos ou -0,87%, ante -9.592 postos em novembro de 2013), têxtil (-7.177 postos ou - 0,69%, ante – 7.246 postos em novembro de 2013), indústria de produtos alimentícios: (-6.752 postos ou -0,34%), de Calçados: (-5.057 postos ou -1,49%, ante 5.208 postos em novembro de 2013) e Borracha: (-4.049 postos ou –1,15%).

Na Agricultura (-1,96%) as perdas foram por motivos sazonais. Os ramos que apresentaram as maiores quedas no emprego foram: cultivo da cana de açúcar: -14.273 postos, atividades de apoio à agricultura: -5.414 postos e cultivo de uva: -4.299 postos. Os ramos que registraram os melhores resultados no emprego foram: produção de sementes certificadas: +1.412 postos e cultivo de frutas de lavoura permanente: +1.088 postos