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O Estado com a maior concentração de municípios com menor renda per capita é o Piauí, seguido pelo Maranhão e Ceará

O município com o menor Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas as riquezas produzidas pelo município em determinado período) per capita brasileiro em 2012 era Curralinho (PA), com renda de R$ 2.720,32. Localizado no arquipélago do Marajó, o município se sustentava pela transferência de recursos federais, sendo que a administração pública participava com 59,4% do valor adicionado bruto total. Outras atividades importantes eram construção civil, pesca e agricultura extrativista.

A Ilha de Marajó é composta por 16 municípios e tem área de aproximadamente 40.100 km². É a maior ilha do Brasil e também a maior ilha fluviomarítima do mundo.

Já o município com maior PIB per capita do Brasil era Presidente Kennedy (ES), graças à produção de petróleo. Em seguida, vieram Louveira (SP), Confins (MG) e Triunfo (RS). Em comum, esses municípios possuíam baixa densidade demográfica.

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Nos 556 municípios com menor PIB per capita, o valor era inferior a R$ 4.639,63. Entre eles, que representavam 10% dos municípios do país, estavam 67,9% dos municípios do Piauí, 46,5% do Maranhão e 44,0% do Ceará. Por outro lado, 10% dos municípios com maior PIB per capita tinham este indicador 5,3 vezes maior do que os 60% com os menores PIB per capita.

Mais de 30% dos municípios do Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Sul possuíam PIB per capita superior ao nacional (R$ 22.645,86), enquanto que nenhum no Acre e Roraima tinha essa característica. Entre as capitais, apesar de Vitória ter o PIB per capita mais elevado (R$ 86.009,28), o quádruplo do brasileiro, foi o quarto maior no Espírito Santo, atrás de Presidente Kennedy (R$ 511.967,24), Anchieta (R$ 207.431,8) e Itapemirim (R$ 130.801,25).