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Principal atrativo do produto ilícito é o preço: 94,5% dos brasileiros que compram piratas dizem que meta é conomizar

O consumo de produtos piratas no País apresentou recuo pelo terceiro ano consecutivo e atingiu em agosto o menor índice desde o início do levantamento, em 2006. A procura caiu de 42,1% para 27,9%, segundo dados de pesquisa da Fecomércio RJ. Desde 2012, a taxa de consumo deste tipo de produto vem em queda e se mantendo abaixo da média histórica do levantamento, que é de 42,3%.

De acordo com pesquisa realizada pela Fecomércio RJ/Ipsos, mesmo com o forte recuo, o consumo de produtos piratas é uma prática que atinge 40,4 milhões brasileiros.

Em 2011 mais da metade dos brasileiros consumiam produtos piratas e agora, em 2014, menos de um terço da população tem esta prática.

O levantamento da Fecomércio RJ/Ipsos revela ainda que 9 em cada 10 brasileiros (94,5%) que adquirem produtos piratas afirmam que o preço é o principal motivo para a compra deste tipo de item.

 Ainda segundo a pesquisa, 40,9% dos brasileiros consideram que baixar músicas ou outros conteúdos pela Internet, sem a autorização do proprietário, seja crime. No entanto, 22% dos brasileiros têm como costume baixar músicas de graça ou outros conteúdos, sem autorização do proprietário, via Internet.

Os produtos clandestinos mais consumidos nos lares brasileiros são DVD e CD, que lideram o ranking de itens, com 64,1% e 56,9%, respectivamente. Mas a aquisição de CDs piratas registrou queda de 12,8 pontos percentuais, na comparação com agosto de 2013. É o menor percentual para o item desde o início da série histórica.