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Indicado para o Planejamento admitiu, no entanto, que o ritmo dos programas deve ser compatível com a realidade econômica

Nelson Barbosa assumirá Planejamento a partir de 2015
Wilson Dias/Agência Brasil
Nelson Barbosa assumirá Planejamento a partir de 2015

O indicado para o Ministério do Planejamento, Nelson Barbosa, rebateu a ideia de que a diminuição de despesas do governo afetará as políticas públicas com o objetivo de inclusão social.

Veja o perfil de Nelson Barbosa

Segundo ele, não há antagonismo entre a contenção de despesas e a condução destas ações. Barbosa, no entanto, admitiu que o  ritmo dos programas deve se adequar ao cenário econômico dos últimos anos.

“A continuidade da inclusão social depende da estabilidade, que depende do controle da inflação, e que depende do equilíbrio fiscal. Não acho que essas coisas sejam contraditórias. Isso não implica em renunciar às políticas recentes, simplesmente adequar a velocidade dos programas aos cenários dos últimos anos”, disse Barbosa que substituirá a ministra Miriam Belchior na pasta.

A indicação de Barbosa foi confirmada hoje pelo Palácio do Planalto, junto com os indicados para o Ministro da Fazenda, Joaquim Levy e com a confirmação da permanência de Alexandre Tombini como presidente do Banco Central.

Em entrevista coletiva logo após o anúncio, Barbosa firmou compromisso com o controle da inflação e com o que chamou de “adequação da proposta orçamentária de 2015” ao atual cenário macroeconômico. Na semana passada, o Congresso adiou a votação da proposta que muda as regras para o cálculo da meta fiscal, de interesse do governo. O governo espera ver a proposta votada na próxima terça-feira.

“Como desafio mais imediato, trabalharei na adequação da proposta orçamentária de 2015 ao novo cenário macroeconômico e ao objetivo de elevação gradual do resultado primário, como já apontado pelo Ministro indicado para a Fazenda, Joaquim Levy”, disse Barbosa.

Barbosa disse ainda que vai trabalhar para a “melhoria do gasto público”. “Ainda no Orçamento Federal, darei continuidade ao processo de melhoria da eficiência do gasto público, mediante a modernização da gestão e a avaliação de custo e benefício dos diversos programas de governo, em colaboração com os demais Ministérios”, disse o futuro ministro.