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Remédios de referência chegam a custar até 280,06% a mais segundo o Procon estadual de São Paulo

Procon-SP: nos genéricos, a maior diferença encontrada foi de 875%
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Procon-SP: nos genéricos, a maior diferença encontrada foi de 875%

Uma recente pesquisa de medicamentos feita pela Procon estadual de São Paulo constatou grandes diferenças de preços, não só entre genéricos e medicamentos de referência, mas também entre um mesmo produto de ambas as categorias.

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O estudo do Procon-SP foi realizado entre 5 e 8 de agosto e envolveu 15 drogarias distribuídas pelas cinco regiões de São Paulo.

Ao todo, foram pesquisados 56 medicamentos, sendo 28 de referência e 28 genéricos. Comparando os preços médios dos genéricos com os de referência de mesma função, verificou-se que, em média, os medicamentos genéricos são 57,37% mais baratos.

Nos genéricos, a maior diferença encontrada foi de 875%, no Nimesulida, 100 mg, 12 comprimidos, com preço mínimo de R$ 1,78 e máximo de R$ 17,37. Já nos medicamentos de referência, o Amoxil (Amoxicilina), 500 mg, 21 cápsulas, da GlaxoSmithKline, variou entre R$ 15,50 e R$ 58,91. Diferença de 280,06%.

No interior do estado, São José dos Campos foi a cidade onde os preços variaram mais: a maior diferença encontrada nos genéricos foi de 881,38%, e de 300,06% para remédios de referência.

Na comparação entre preços de medicamentos de referência e genéricos, observa-se que a diferença é grande. Por serem produzidos por diversos laboratórios, os medicamentos genéricos são, em geral, mais baratos. Mas o Procon-SP ressalta que um genérico de um mesmo laboratório também pode apresentar preços diferentes entre as drogarias e farmácias.

Além disso, segundo a entidade, a aplicação de descontos pode variar de acordo com as condições locais de mercado, rentabilidade da loja e condições comerciais de compra. En algumas drogarias de rede, há políticas comerciais diferentes para cada canal de venda (loja física, telefone e loja virtual). Há redes que são regidas pelo sistema de franquia, não havendo uma política única de preços entre os franqueados.

Procon-SP orienta consumidores

O Procon-SP orienta que os consumidores confiram se o número do lote, o prazo de validade e a data de fabricação que constam na caixa do produto são iguais aos marcados nas cartelas ou frascos. É importante frisar que os preços dos medicamentos necessitam de aprovação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e os reajustes dos medicamentos ocorrem anualmente.

A última publicação foi a Resolução nº 2, de 12/03/2014 da CMED, que dispõe sobre a forma de definição do Preço do Fabricante (PF) e do PMC (Preço Máximo ao Consumidor) dos medicamentos, estabelece a forma de apresentação do Relatório de Comercialização à CMED, disciplina a publicidade dos preços dos produtos farmacêuticos e define as margens de comercialização desses produtos.

A lista com os preços máximos dos medicamentos pode ser consultada no site da Anvisa e também deve estar disponível para consulta nas farmácias e drogarias, conforme determina a resolução da CMED.

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