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População desocupada em busca de emprego aumentou 7,2%

Trabalhadores da indústria gráfica: mundo cada vez mais digital colocam especializados em risco. As contratações devem cair 5% até 2022.
Photodisc/ThinkStock
Trabalhadores da indústria gráfica: mundo cada vez mais digital colocam especializados em risco. As contratações devem cair 5% até 2022.

O percentual de pessoas que trabalham cresceu 0,6% em 2013, em relação a 2012, enquanto a população desocupada em busca de emprego aumentou 7,2%, divulgou nesta quinta-feira (18) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

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Com a alta, a taxa de desocupação aumentou pela primeira vez, desde 2009, de 6,1% para 6,5%.

Em números absolutos, o crescimento da população que trabalha foi maior, apesar da diferença em pontos percentuais, já que, no País, há cerca de 95,3 milhões de pessoas ocupadas e 6,7 milhões de pessoas desocupadas procurando trabalho. O contingente de ocupados cresceu algo em torno de 562 mil pessoas, enquanto o de desocupados, por volta de 450 mil.

"A gente vê que, embora tenha ocorrido um aumento da população ocupada, com mais pessoas trabalhando, houve uma pressão grande no mercado de trabalho de pessoas se inserindo e procurando trabalho, o que fez com que a taxa de desocupação apresentasse um aumento em relação ao ano anterior", disse Maria Lucia Vieira, gerente da Pnad.

À exceção do Norte, em que houve queda de 0,8%, todas as regiões brasileiras apresentaram aumento do contingente de pessoas que trabalham, sendo o maior de 1,2%, no Nordeste. Quase metade do total nacional, o contingente do Sudeste cresceu 0,4%, menos do que o Centro-Oeste (0,5%) e o Sul (0,9%), única região brasileira em que o total de desocupados procurando trabalho caiu (-2,2%).

No Norte, houve uma elevação do contingente de pessoas sem trabalho em 17,2%, com um acréscimo de cerca de 86 mil. Em números absolutos, a maior alta foi a do Sudeste, com mais 211 mil desocupados, o que correspondeu percentualmente a 7,8%.

A população em idade ativa do Brasil, com mais de 15 anos, foi estimada em 156,6 milhões de pessoas, das quais 102,5 milhões integrantes da população economicamente ativa (65,5%), grupo em que estão incluídos os ocupados e os desocupados procurando trabalho. Os outros 54,1 milhões (34,5%) são a população não economicamente ativa, grupo que não trabalha nem procura emprego. De 2012 para 2013, o total em idade ativa cresceu 1,6%, com um aumento de 2,9% da população não economicamente ativa (PEA) e um de 1% da economicamente ativa (PNEA).

O menor percentual da população economicamente ativa em relação ao total está no Nordeste, onde a taxa de atividade foi estável, entre 2012 e 2013, em 62,7%. No Sul, que possui a maior taxa de atividade, houve uma oscilação de 68,9% para 68,5%. Entre a PEA, o Nordeste também possui a maior taxa de desocupação, que cresceu de 7,6% para 8%. A menor foi a do Sul, com queda de 4,2% para 4%.

Entre as pessoas desocupadas, caiu em um ponto percentual o número de mulheres, que chegou a 56,9%. Os pretos e pardos – como são caracterizados pela Pnad –representavam 60,6% dessa população em 2013, mais do que os 59,9%, em 2012. Cresceu, também, o número de pessoas que estão procurando o primeiro emprego, de 30,5% para 31,3%. A Pnad apurou, ainda, queda no percentual de desocupados que não concluíram o ensino médio, de 53,2% para 50,8%. O mesmo ocorreu entre jovens de 18 a 24 anos que apresentou uma variação de 34,6% para 32,6%.

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