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Os números elevaram preocupações de que a segunda maior economia do mundo possa estar enfrentando o risco de uma acentuada desaceleração

Reuters

A produção industrial da China cresceu em seu ritmo mais fraco em quase seis anos em agosto, enquanto o crescimento em outros importantes setores também desacelerou.

Os números elevaram preocupações de que a segunda maior economia do mundo possa estar enfrentando o risco de uma acentuada desaceleração a menos que Pequim tome novas medidas de estímulo.

Os dados de produção, combinados com números mais fracos das vendas no varejo, investimento e importações, apontam uma nova perda de ímpeto da economia conforme o esfriamento do mercado imobiliário pesa cada vez mais sobre outros setores, que vão desde o de cimento ao de siderurgia, e afeta a confiança do consumidor.

A produção industrial avançou 6,9% em agosto ante o ano anterior - pior resultado desde 2008, quando a economia foi impactada pela crise financeira mundial - ante expectativa de alta de 8,8% e desacelerando fortemente ante os 9% registrados em julho.

"Os dados de agosto podem indicar um 'pouso forçado'. A dimensão da desaceleração do crescimento no terceiro trimestre não será pequena", disse Xu Gao, economista-chefe da Everbright Securities em Pequim.

"As chances de redução das taxas de juros e das exigências de reservas dos bancos aumentaram. Acho que é mais provável que eles cortem juros."

Alguns analistas acreditam que o crescimento econômico anualizado pode estar perdendo força em direção aos 7% no terceiro trimestre, o que deixa a meta do governo para o ano de cerca de 7,5% em risco a menos que se tomem medidas mais agressivas. Especialistas reconhecem que um crescimento de cerca de 9% na produção seria necessário para atingir tal objetivo.

Por sua vez, as vendas no varejo da China avançaram 11,9% em agosto, abaixo das previsões de 12,1% e dos 12,2% registrados em julho, impactadas particularmente pelo desempenho das vendas de carros, o que sugere maior cautela por parte de consumidores.

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