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Mesmo com a quebra, advogada que representa os credores conta que ainda há expectativa de receber parte da dívida

A Associação Brasileira dos Credores do Banco BVA recebeu sem surpresas, mas com pesar, a notícia do pedido de falência da instituição, protocolada na justiça paulista nesta quinta-feira (11). 

Letreiro do banco BVA, vendido em leilão
Reprodução
Letreiro do banco BVA, vendido em leilão

Segundo contou ao iG a advogada da associação, Danielle Cupello, a possibilidade da quebra já era esperada desde o final do ano passado, uma vez que a situação do banco já era muito grave.

"Nossa expectativa é de que essa quebra traga uma possibilidade de os credores terem acesso não só aos seus valores, mesmo que não integralmente, mas possam buscar a complementação junto aos próprios ex-gestores que ajudaram neste processo", diz.

A falência aconteceu após diversas tentativas de recuperação do banco. "Existia um esforço muito grande para que ela não acontecesse. Quando foi sinalizado que o caminho seria este, tentamos uma união de esforços, mas não foi possível impedir", completa Danielle.

Após o pedido, cabe ao juiz da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, Daniel Carnio Costa, aceitar ou negar. O processo foi protolocado pelo advogado João Carlos Silveira.

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Em junho de 2013, o Banco Central do Brasil (BC) decretou a liquidação extrajudicial do banco, que se encontrava em regime de intervenção desde 19 de outubro de 2012. Foram apontados indícios de fraude, desvio de dinheiro e gestão fraudulenta pelo BC.

À época, o órgão constatou que o BVA não cumpria a regulamentação para conceder empréstimos. O banco precisaria de provisionamentos para créditos de má qualidade em torno de R$ 890 milhões, mas os auditores teriam omitido o problema.

Para a advogada dos credores, a expectativa é de que a Justiça trate o assunto de "maneira exemplar". "Esperamos que seja um processo de transparência e bem realizado, porque é mais uma quebra no sistema financeiro nacional e isso gera uma instabilidade econômica", disse.

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