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A revisão da perspectiva de rating do Brasil e pesquisas eleitorais ocuparam a atenção dos investidores

Reuters

A Bovespa fechou no vermelho pelo quinto pregão consecutivo nesta terça-feira, em mais uma sessão volátil, com especulações de que novas pesquisas eleitorais mostrem um quadro mais acirrado na disputa pela presidência da República.

Em agosto, o índice havia acumulado alta de 9,78%. No ano, o ganho ainda é de quase 14%
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Em agosto, o índice havia acumulado alta de 9,78%. No ano, o ganho ainda é de quase 14%

A revisão da perspectiva de rating do Brasil, de "estável" para "negativa", pela agência de classificação de risco Moody's também ocupou a atenção dos investidores.

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O Ibovespa cedeu 0,87%, a 58.676 pontos, menor patamar em 12 sessões, contabilizando em setembro um declínio de 4,26%, com queda em seis de sete pregões. Em agosto, o índice havia acumulado alta de 9,78%. No ano, o ganho ainda é de quase 14%.

O volume financeiro da sessão somou R$ 8,94 bilhões. Com novos levantamentos mostrando um quadro mais disputado, muitos investidores preferem embolsar os lucros.

As ações da Petrobras, que têm reagido ao noticiário atrelado ao panorama eleitoral e acumularam em agosto elevação pouco acima de 20%, mostraram volatilidade antes de fecharem em queda. As preferenciais da estatal oscilaram entre alta de 2,26% e queda de 2,67%.

O Fundo Verde do Credit Suisse disse em relatório que vê possibilidade de 70% de Marina ganhar as eleições, mas observou que, se eleita, ela herdará um quadro econômico e social muito complicado e sem ampla base no Congresso que lhe garanta governabilidade.

A queda nas ações do Itaú Unibanco e do Bradesco corroboraram o viés negativo. Em relatório recente, o Goldman Sachs citou que as eleições de outubro parecem ser o principal guia para os papéis de bancos brasileiros.

Do noticiário corporativo, acionistas da Portugal Telecom aprovarem na véspera em assembleia geral a fusão com a Oi. Mas as ações da operadora brasileira não sustentaram o avanço inicial, em meio à realização de lucros e especulações sobre o valor de uma possível oferta de compra pela TIM Participações.

Na contramão, as ações da Vale figuraram entre as poucas altas do índice, apesar de os preços do minério de ferro no mercado à vista da China renovarem mínimas de cinco anos. No mês até a véspera, a ação preferencial da mineradora ainda acumula queda de 4,5%.

Em nota a clientes, o BTG Pactual disse não ver fundamento para a alta, dado que minério continua pressionado. "Nossa impressão é que o movimento parece ser mais técnico. Vimos muitos investidores vendendo Vale para comprar Petrobras ao longo das últimas semanas e, com os resultados da pesquisa hoje, achamos que parte desse movimento parece ter vindo de investidores desfazendo o trade."

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