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Queda no segundo trimestre confirma a tese de analistas de que a economia japonesa praticamente não cresça no ano fiscal atual, que vai até março de 2015

Reuters

A economia japonesa teve contração de 7,1% em base anualizada no período de abril a junho ante o trimestre anterior, resultado que ampliou dúvidas sobre se o banco central pode alcançar sua meta de inflação de 2% no começo do ano que vem.

A contração foi a maior desde o período de janeiro a março de 2009, quando a crise financeira global atingiu as exportações e a atividade industrial do Japão. Alguns analistas agora esperam que a economia praticamente não cresça no ano fiscal atual até março de 2015.

Mulher passa em frente a loja de marca de luxo em Tóquio
Reuters
Mulher passa em frente a loja de marca de luxo em Tóquio

O Produto Interno Bruto (PIB) foi revisado para baixo ante queda preliminar de 6,8%, segundo dados do Escritório do Gabinete divulgados nesta segunda-feira (8).

A revisão foi causada em grande parte devido ao recuo maior que o esperado nos gastos de capitais e uma queda mais profunda nos gastos de consumidores, sugerindo que a economia pode enfrentar dificuldades para superar o aumento do imposto sobre vendas ocorrido em abril.

O banco central do país disse anteriormente que a inflação de consumidores caminhará para a meta de 2% enquanto a economia crescer acima de seu potencial, visto como em cerca de 0,5%. Os dados mais recentes sugerem que isso está em risco, com vários analistas esperando crescimento ainda menor.

"Dados recentes têm sido em geral fracos, e a recuperação econômica tem sido mais lenta que o previsto", disse o economista-chefe do Dai-ichi Life Research Institute, Yoshiki Shinke, que espera que a economia fique estável neste ano fiscal.

O economista-chefe do Norinchukin Research Institute, Takeshi Minami, também cortou sua projeção de crescimento a 0,2% no ano fiscal atual, citando gastos de capital fracos.

"A pressão inflacionária irá enfraquecer refletindo um crescimento econômico lento", disse ele. "Em algum momento, o banco central e o governo terão que adotar algumas medidas [para reviver o crescimento]".

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