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O ritmo foi o mais rápido desde o terceiro trimestre de 2013

Reuters

A economia dos Estados Unidos teve uma recuperação mais forte do que se pensava inicialmente no segundo trimestre, e detalhes do relatório divulgado nesta quinta-feira (28) apontam para um vigor sustentável.

Apesar do número surpreendente do PIB, os gastos dos consumidores ficaram inalterados
Thinkstock/Getty Images
Apesar do número surpreendente do PIB, os gastos dos consumidores ficaram inalterados

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a um ritmo anual de 4,2%, contra taxa de 4% divulgada anteriormente, informou o Departamento do Comércio, refletindo revisões para cima em gastos de empresas e exportações.

Foi o ritmo mais rápido desde o terceiro trimestre de 2013.

A composição do crescimento no segundo trimestre foi ainda mais encorajadora, com uma generalização das fontes de crescimento.

A demanda doméstica cresceu a uma taxa de 3,1%, contra o ritmo divulgado anteriormente de 2,8%. Esta foi a taxa mais rápida desde o segundo trimestre de 2010 e indica que a recuperação foi mais sólida depois que a produção caiu no primeiro trimestre devido a um inverno anormalmente frio.

A economia teve contração de 2,1% no primeiro trimestre.

A renda interna bruta teve um salto de 4,7%, consistente com fortes ganhos de empregos durante o trimestre. Esta foi a maior expansão desde o primeiro trimestre de 2012.

Essa medida de crescimento alternativa diminuiu a uma taxa de 0,8% no primeiro trimestre.

O crescimento nos gastos dos consumidores, que respondem por mais de dois terços da atividades econômica dos Estados Unidos, ficou inalterado a uma taxa de 2,5%.

As empresas acumularam US$ 83,9 bilhões em estoques no segundo trimestre, abaixo dos US$ 93,4 bilhões relatados antes. Com isso os estoques contribuíram com 1,39 ponto percentual para o crescimento do PIB, e não com 1,66 ponto como informado antes.

O acúmulo relativamente menor de estoque é um bom sinal para o crescimento do PIB no terceiro trimestre.

Embora o comércio tenha sido um peso pelo segundo trimestre consecutivo, o crescimento das exportações foi revisado para uma taxa de 10,1%, contra 9,5%. Os gastos de empresas em equipamentos e estruturas não residenciais, como perfuração de gás, foram revisados para cima.

Os gastos ligados ao mercado imobiliário foram revisados levemente para baixo, assim como os gastos do governo.