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País está há mais de uma década tentando negociar uma dívida de mais de US$ 1,5 bilhão com fundos norte-americanos

Reuters

A Argentina levou sua campanha de anúncios de páginas inteiras a jornais europeus nesta terça-feira (24), criticando uma decisão dos tribunais dos Estados Unidos e os chamados fundos abutres em sua atual saga da dívida, conforme busca evitar um novo default.

Entitulado "Argentina quer continuar a pagar suas dívidas, mas eles não vão deixar", o país, que já está entrando em recessão, fez duras críticas aos fundos abutres em uma repetição dos anúncios que apareceram primeiro em jornais dos EUA no domingo.

A presidente Cristina Kirchner vem caracterizando há muito tempo os fundos que não aceitaram a reestruturação argentina como "abutres", por se aproveitarem da crise de dívida de 2002, que levou milhões de argentinos da classe média à pobreza.

Nesta terça-feira, anúncios figuraram nos jornais britânicos Times e Financial Times, no espanhol El País e também no alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung, criticando a decisão jurídica e os fundos envolvidos.

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"Eles (fundos abutres) compraram bônus em default a preços obscenamente baixos com o objetivo único de entrar em litígio contra a Argentina e ter lucros enormes", diz o anúncio no Financial Times.

"Os fundos abutres investiram milhões de dólares em lobby e propaganda, tentando fazer o mundo inteiro acreditar que a Argentina não paga suas dívidas e se recusa a negociar".

As declarações também alertaram que a decisão colocará qualquer outro país que precisa realizar uma reestruturação de sua dívida em uma "posição delicada".

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