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Entendimento é que norte-americana manterá empregos, ao contrário da rival Siemens

Reuters

Logotipos da Alstom e da GE em Belfort, na França,
Vincent Kessler/Reuters - 23.6.14
Logotipos da Alstom e da GE em Belfort, na França,

Para os trabalhadores da Alstom no leste da França, a notícia de que a General Electric (GE) venceu a rival Siemens na disputa por uma associação com a empresa trouxe alívio e uma reação que talvez possa ser resumida pelo ditado "é melhor o diabo conhecido".

Na cidade de Belfort, cerca de 2.500 funcionários da Alstom trabalham por mais de uma década na construção de turbinas elétricas, a apenas algumas dezenas de metros de distância de uma fábrica da GE. Os trabalhadores se encontram a cada dia, na hora do almoço, em uma cantina compartilhada.

O ministro da Economia francês, Arnaud Montebourg, os manteve ansiosos durante semanas sobre o destino de seu empregador – forçando a GE norte-americana a melhorar a sua oferta e levando a uma proposta da rival da alemã Siemens – e muitos trabalhadores da Alstom admitiam silenciosamente que torciam pela GE.

"O pessoal da GE está aqui há muito tempo, e esta compra garante que as fábricas serão mantidas", disse Daniel, 53, trabalhador de manutenção da Alstom que pediu para não ter o sobrenome mencionado. "Meu maior medo era a Siemens: com eles no comando, nós seríamos fechados em três anos."

Solução é a menos ruim, diz engenheiro

Muitos trabalhadores destacam a longa presença da GE na França como um ponto importante e a empresa ressaltou isso em uma campanha em favor da união entre GE e Alstom com anúncios de televisão e na mídia impressa.

"A GE está estabelecida aqui por mais tempo do que os outros, o que é muito reconfortante", disse Kamel Elgharbi, 36, um funcionário que cuida dos estoques.

Alguns trabalhadores da Alstom, contudo, lamentam não estarem mais na folha de pagamento de uma empresa francesa, e comemoraram o fato de o governo francês ter chegado a um acordo para comprar uma participação na Alstom de seu acionista principal, a Bouygues.

"Esta é a solução menos ruim", disse um engenheiro do departamento de sistemas de controle da Alstom. "É a melhor solução em termos de manter os nossos postos de trabalho, em comparação com a oferta da Siemens", acrescentou.

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