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País foi condenado a ressarcir credores que não aceitaram desconto após bancarrota de 2001

Axel Kiciloff, ministro da Economia argentino
Reuters
Axel Kiciloff, ministro da Economia argentino

Um advogado disse que a Argentina vai negociar com os fundos de hedge [ proteção ] dos Estados Unidos ao quais deve US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 3,4 bilhões) por títulos de dívida não pagos.

Carmine Boccuzzi disse nesta quarta-feira (18) numa corte federal em Nova York que as autoridades do governo argentino vão viajar para a cidade na semana que vem.

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A Argentina tem de pagar o que deve aos fundos até o fim de junho. A audiência desta quarta-feira (18) ocorre dois dias depois de a Suprema Corte dos Estados Unidos se recusar a intervir no caso.

O ministro da economia Axel Kicillof disse na terça-feira (17) que o governo setá "começando a agir para dar início a um swap [troca] de débitos" para rolar a dívida restruturada da "na Argentina e sob as leis argentinas". Um juiz federal disse que o plano seria uma violação à decisão.

A disputa decorre do calote recorde de US$ 100 bilhões dado pela Argentina em 2001.

Buenos Aires amanhece com cartazes contra "abutres"

Nesta quarta-feira (18), Buenos Aires amanheceu com cartazes criticando os "abutres" – termo que tem sido usado pela presidente Cristina Kirchner para se referir aos fundos credores do país.

Os cartazes, que têm uma bandeira dos Estados Unidos como pano de fundo, trazem os dizeres "Basta abutres; Argentina Unida por uma causa nacional."

O material foi produzido pela Equipos de Difusión, simpática ao kichnerismo.

*Com informações da Agência Reuters e da reportagem


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