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Ação teria como objetivo aquecer a economia do país e acabar com a deflação

Reuters

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, revelou nesta sexta-feira (12) um plano para reduzir o imposto corporativo para menos de 30%, em fases durante alguns anos e a partir do próximo ano fiscal, para ajudar a tirar a economia de duas décadas de crescimento lento e deflação.

Mulher observa indicador eletrônico das ações negociadas na Bolsa de Tóquio
Associated Press
Mulher observa indicador eletrônico das ações negociadas na Bolsa de Tóquio

O corte do imposto corporativo é tido como uma importante questão a ser incluída no principal esboço de política econômica e fiscal do governo, que será finalizado por volta de 27 de junho junto com uma detalhada "estratégia de crescimento" de reformas estruturais.

"O imposto corporativo do Japão se transformará em um outro que promova o crescimento [econômico]", disse Abe. O primeiro-ministro espera que o fardo menor sobre as empresas leve à criação de emprego e também a uma melhora para as cidadãos.

Abe afirmou também que o governo vai se assegurar de que fontes de receita alternativas sejam garantidas para compensar a queda na receita com o imposto, mas não quis entrar em detalhes.

O governo disse nesta sexta-feira, em seu esboço de política econômica e fiscal, que decidirá até o final do ano sobre um plano concreto para assegurar uma "fonte de receita permanente" necessária para compensar os cortes de impostos corporativos, tais como a ampliação da base tributária.

O imposto corporativo japonês é de quase 36% para grandes companhias operando em Tóquio, entre as mais altas nos países desenvolvidos.

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