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Primeiras exceções podem ser concedidas à indústria cinematográfica

AP

Divulgação
"O Lobo de Wall Street": apesar da proibição, Scorsese usou drones no filme

A Federal Aviation Administration (FAA, Administração Federal de Aviação do governo dos Estados Unidos) informou nesta segunda-feira (2) que avalia permitir sete companhias de cinema e televisão a usar veículos aéreos não tripulados (Vants) – os drones – para fazer fotografias aéreas, um passo potencialmente significativo que poderia levar a uma maior flexibilização da proibição que a agência coloca hoje sobre o uso comercial desse tipo de aeronave.

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As companhias que pediram para receber liberações são Aerial MOB LLC, Astraeus Aerial, Flying-Cam Inc., HeliVideo Productions LLC, Pictorvision Inc., Vortex Aerial, e Snaproll Media LLC, informou a FAA. Para ter direito à exceção, as empresas precisarão mostrar que as operações dos drones não causam riscos à segurança e que têm interesse público.

Equipamentos podem servir para trabalhos perigosos

Atualmente, nenhum drone pode ser usado para fins comerciais, com a única exceção de voos no Oceano Ártico, fora da Costa do Alaska,  pela companhia Conoco Philips, de petróleo. A FAA apenas deu a permissão para esses voos após o Congresso orientar a agência.

A FAA tem estado sob pressão do Congresso e da indústria para permitir voos comerciais para permitir que drones façam trabalhos considerados muito sujos, cansativos ou perigosos para voos tripulados. Os drones também são geralmente mais baratos de operar.

A agência tem trabalhado ao longo da última década em regulamentações de segurança para permitir um uso disseminado de drones, mas adiou a emissão dessas normas várias vezes.

O cronograma atual da FAA prevê a publicação das normas para drones pequenos – geralmente, com menos de 25 quilos – até novembro. Levaria ao menos alguns meses e possivelmente anos para se chegar às regras finais.

Veja imagens de drones usados para fins comerciais

Integrantes da FAA alertam que acelerar a liberação de drones para fins econômicos poderia colocar aviões tripulados em risco. Os céus dos Estados Unidos têm mais aviões e mais tipos de aeronaves e operações aéreas do que qualquer lugar do mundo. Integrar tais operações com aviões não tripulados é um negócio complexo, afirmam esses oficiais.

Ben Gielow, conselheiro geral da Association for Unmanned Vehicle Systems International (Associação de Sistemas de Veículos Não Tripulados), uma entidade comercial que promove uso de drones, comemora o fato de FAA estar analisando as petições.

Ele diz, entertanto, que a se agência "apenas vai dar as permissões de maneira limitada e caso a caso, não vai abrir realmente os céus para qualquer um que quiser voar."

Apesar da proibição, os drones já têm sido usados na indústria cinematográfica, incluindo em partes do filme "O Lobo de Wall Street", de Marti Scorsese. Uma ampla gama de outros negócios, desde o mercado imobiliário até  fabricantes de cervejas e jornalistas também têm ignorado a proibição.

Ao menos dois processos foram abertos contra a proibição. Um juiz administrativo do National Transportation Safety Board (NTSB, agência federal de segurança de transportes dos EUA) decidiu que a FAA não pode aplicar regulações que ainda não existem. A agência recorreu da decisão.

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