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Segundo o Banco da Inglaterra, organismos de regulação progrediram desde colapso do Lehman Brothers

Reuters

Os maiores bancos do mundo ainda não podem ser desmontados com segurança, mais de cinco anos após o colapso do Lehman Brothers, disse o vice-presidente para estabilidade financeira do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) nesta segunda-feira (17).

Organismos globais de regulação progrediram na reforma das regras bancárias desde o colapso do Lehman, em setembro de 2008, afirmou o vice-presidente Jon Cunliffe, em conferência financeira da Chatham House. Mas a principal tarefa de acabar com os bancos grandes demais para quebrar permanece, de acordo com Cunliffe.

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O vice-presidente pediu que o Parlamento Europeu aprove uma nova lei da União Europeia que dá aos reguladores nacionais poderes para encerrar os bancos em dificuldades.

"Eu não acho que podemos dizer com confiança agora que poderíamos desmantelar um gigante global", disse Cunliffe em Bruxelas.

Chefes do G20, as 20 principais economias do mundo, vão se reunir em Brisbane, Austrália, em novembro. Um acordo com novas regras para acabar com os bancos grandes demais para quebrar é talvez a prioridade regulamentar mais importante do summit, disse Cunliffe.

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