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Pesquisa realizada em fevereiro na capital envolveu 15 drogarias, onde foram pesquisados 58 medicamentos

Entre os estabelecimentos, a diferença de valores entre genéricos chegou a 881%
Agência Estado
Entre os estabelecimentos, a diferença de valores entre genéricos chegou a 881%

Em pesquisa divulgada nesta terça-feira (11) pela Fundação Procon-SP , a instituição mostra que na cidade de São Paulo, em média, os medicamentos genéricos são 56,51% mais em conta do que os de referência (desenvolvido e patenteado por uma indústria farmacêutica). Para averiguar variação de preços, em fevereiro foram escolhidas 15 farmácias das cinco regiões da capital para fazer a comparação de 58 medicamentos.

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Entre os estabelecimentos, a diferença de valores entre genéricos chegou a 881%. Em uma drogaria, a Nimesulida de 100 mg e12 comprimidos tinha o preço de R$ 1,60; em outras duas, o valor era de R$15,71, quase dez vezes mais caro.

No caso dos medicamentos de referência, a maior diferença foi de 259,99%. Em uma drogaria, o Amoxil (Amoxicilina) da marca Glaxosmithkline de 500 mg e 21cápsulas saía por R$ 14,67; em outro local, o preço era de R$ 52,81. 

Interior de São Paulo

Em pesquisa feita pela Fundação Procon-SP em 11 cidades do interior de São Paulo, a média dos preços dos genéricos em comparação aos de referência teve a maior diferença em São José dos Campos: 59,23%. Já a menor variação foi encontrada em Presidente Prudente, com 45,40%.

Dentre os medicamentos genéricos, a flutuação de preços no interior de São Paulo foi de 779,21% para o princípio ativo Nimesulida, entre farmácias de Jacareí. Quanto aos de referência, a maior variação foi encontrada em Bauru; no município, o Perlutan (Acetofenido de Algestona + Enantato de Estradiol) chegou a apresentar 306,67% de disparidade entre os estabelecimentos

Orientações

Para Valéria Garcia, diretora de estudos e pesquisas do Procon-SP, a flutuação é evidente entre produtos genéricos e de referência. “É bom lembrar que um genérico de um mesmo laboratório também pode apresentar preços diferentes entre as drogarias, logo, é essencial a pesquisa de preços sempre aliada à recomendação e prescrição médica”.

A pesquisa concluiu que os fatores neste segmento de mercado são as variadas aplicações de descontos, de acordo com as condições locais de mercado, rentabilidade da loja, condições comerciais de compra; políticas comerciais diferentes para cada canal de venda em algumas drogarias de rede; falta de política única de preços em redes regidas pelo sistema de franquia.

Para esclarecer dúvidas ou fazer reclamações, o consumidor deve procurar o Procon mais próximo ou entrar em contato em um dos canais de atendimento da instituição.

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