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Sul, Centro-Oeste e Sudeste puxaram a queda nacional de 5%, de acordo com pesquisa da CNC divulgada hoje

A pesquisa ouviu tomadores de decisão de seis mil empresas de todas as capitais do País
Agência Brasil
A pesquisa ouviu tomadores de decisão de seis mil empresas de todas as capitais do País

As regiões Norte e Nordeste foram as únicas que tiveram variação positiva de janeiro para fevereiro na intenção de contratação dos empresários do comércio, de acordo com dados divulgados hoje (6) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). As regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste puxaram a queda nacional de 5%. O Norte teve alta de 0,9% em fevereiro sobre janeiro e o Nordeste ficou praticamente (0,1%).

A pesquisa ouviu tomadores de decisão de seis mil empresas de todas as capitais do País para a elaboração do Índice de Confiança do Empresário do Comércio. O Icec é composto pelas avaliações dos empresários em relação à condição atual e às expectativas para a economia, o setor de atuação da própria empresa, e intenção de investir na contratação de funcionários, estoques e na empresa.

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"A gente observa que essas duas regiões são as que os empresários estão mais confiantes. Esse índice de confiança do empresário é totalmente contaminado pelo comportamento das vendas, e o Nordeste e o Centro-Oeste apresentaram crescimento das vendas acima da média nacional em dezembro", avaliou o economista Fábio Bentes, da CNC.

Apesar da alta em relação a janeiro, os subíndices do Norte e do Nordeste acompanharam as demais regiões na queda sobre fevereiro do ano passado, com recuos de 1,1% e 3,1%.

A queda mais forte registrada em relação a janeiro foi a do Sudeste, de 10,4%, seguida pela do Centro-Oeste (-4,8%), e pela do Sul, (-2,4%). Já diante dos resultados do ano anterior, o Centro-Oeste caiu 5%, o Sudeste, 1,9% e o Sul, 1,3%, enquanto o Brasil apresentou variação negativa média de 2,5%.

"O Sudeste tem tido resultados abaixo da média nacional nas vendas, e o comércio tem tido crescimentos mais fracos. Como a confiança é contaminada pelas vendas, esse dado sugere que as vendas não devem ter ido bem em fevereiro", analisa Bentes.

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Ainda que o subíndice de intenção de contratação tenha apresentado a maior variação negativa entre os 12 que compõem a pesquisa, 54% dos empresários ouvidos manifestaram intenção de aumentar pouco seu quadro de funcionários, enquanto 13,4% declararam que pretedem aumentar muito. Esse total de 67,4% fica mais de cinco pontos percentuais abaixo dos 72,7% que tinham intenção de contratar em janeiro. Dos empresários ouvidos em fevereiro, 26,6% querem reduzir pouco, e 6,1%, reduzir muito o número de empregados.

Com esse resultado, a CNC projeta que 351 mil postos de trabalho sejam gerados no varejo em 2014.

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