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Esta é a oitava alta consecutiva desde abril do ano passado. Aplicações de renda fixa ficam mais atrativas

O Banco Central (BC) elevou a Selic em 0,25 pontos percentuais, na noite desta quarta-feira (26), de 10,5% para 10,75%. Esta é a oitava alta consecutiva, iniciada em abril do ano passado pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

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O ciclo de alta da tásica de juros é o principal mecanismo de política monetária para conter a alta da inflação. No ano passado, o Copom elevou a taxa em 2,75 pontos percentuais, enquanto o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 5,91% no acumulado de 2013.

Com a nova elevação, os juros de seis linhas de crédito (comércio, cartão de crédito, cheque especial, CDC e empréstimo pessoal de bancos e financeiras) devem sofrer leve alta de 0,47% ao ano, de acordo com simulação da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) – passando a 93,83%.

Evolução da Selic

Acompanhe as últimas elevações da taxa básica de juros pelo Banco Central

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BC

A maior variação deve ficar com o financiamento de veículos (CDC dos bancos), que sofre aumento de 1,30% ao ano com o novo aumento da Selic. A taxa média de juros deve passar a 22,56% anuais.

Fundos com taxa até 2% ficam mais atrativos que poupança

Já as aplicações financeiras de renda fixa, como fundos de investimento, ficam mais atrativas em relação à poupança quando as taxas de administração não ultrapassarem 2% ao ano.

A caderneta continua rendendo 6,17% ao ano mais taxa referencial (TR) – regra válida para a Selic a partir de 8,5% ao ano. Abaixo deste patamar, pela nova poupança, o rendimento é de 70% da Selic mais taxa referencial.

O fato de a poupança não ter incidência de Imposto de Renda ou taxas administrativas, de acordo com a Anefac, ainda garante a atratividade da cadernete frente a muitos fundos.

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Boa parte dos fundos de renda fixa privilegia taxas menores somente para aplicações com aportes mais altos. Apenas os fundos com aporte acima de R$ 25 mil tiveram taxa menor que 1% em novembro de 2013, segundo os últimos dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais).

Para os cerca de 50% dos aplicadores da poupança com até R$ 100 investidos, portanto, os produtos de renda fixa disponíveis no mercado continuam menos vantajosos que a caderneta, em função das taxas e impostos.

Avaliação do mercado

O mercado reagiu bem ao aumento de 0,25 ponto percentual da Selic.

Para a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro  (Firjan), reduzir o ritmo de alta de juros foi "decisão acertada".

Na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), "embora a inflação ainda seja preocupante, a diminuição na velocidade de crescimento da Selic se justifica, pois os efeitos das últimas elevações da taxa sobre o nível de preços ainda estão por vir".