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Só em janeiro, o recolhimento alcançou um resultado recorde para todos os meses, com R$ 123,667 bilhões

A Receita Federal estima um crescimento real na arrecadação de 3% em 2014, com um aumento gradual a cada mês. A perspectiva foi divulgada nesta terça-feira (24) pelo secretário adjunto, Luiz Fernando Teixeira Nunes.

Só em janeiro, a arrecadação de impostos e contribuições federais alcançou um resultado recorde para todos os meses, com R$ 123,667 bilhões, contra R$ 122,548 bilhões de janeiro do ano passado (já corrigido pela inflação).

“Nós tivemos, por exemplo, um incremento na contribuição previdenciária [em janeiro]. A questão da desoneração da folha impactando positivamente, gerando mais empregos formais e, portanto, um aumento no recolhimento da contribuição.

Expectativa de aumento da arrecadação se dá mesmo com estimativa de crescimento baixo do PIB
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Expectativa de aumento da arrecadação se dá mesmo com estimativa de crescimento baixo do PIB

Tivemos ainda o aumento do recolhimento no Imposto de Renda das empresas que trabalham com o aumento do lucro presumido”, disse o secretário.

A expectativa de aumento da arrecadação se dá mesmo com a estimativa de um crescimento baixo do Produto Interno Bruto (PIB), já que o mercado financeiro espera um resultado abaixo de 1,7% este ano.

“No que se refere à arrecadação e à Receita Federal, existe uma sinalização de melhoria no ambiente de negócio. Se há um aumento da arrecadação, é porque está ocorrendo um aumento da lucratividade das empresas”, disse.

Embora a Receita não fale em nova reabertura do Refis da Crise em 2014 e remeta a questão para a equipe econômica e o Congresso Nacional, que discute permitir, mais uma vez, que devedores do Fisco possam negociar suas dívidas.

“Nós não reabrimos nada. Quem reabre é o Congresso Nacional. Em termos de arrecadação, uma influência de reabertura dessa natureza, irá impactar muito pouco”, declarou.

No ano passado, com o recolhimento de R$ 21,7 bilhões com o Refis, o governo conseguiu incrementar a arrecadação em mais de 4%. Este ano, só por conta da renegociação de 2013, entrarão ainda nos cofres do governo entre R$ 4,5 bilhões a R$ 5 bilhões, calcula o secretário.

O governo ainda vai receber, aproximadamente, de R$ 130 milhões a R$ 140 milhões ao mês dos que negociaram as dívidas e passaram, com a situação regularizada, a recolher os tributos.

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