Tamanho do texto

Taxa de desocupação em 2013 ficou 0,1 ponto porcentual abaixo do resultado apresentado em 2012

Foram 236 mil postos de trabalho a mais com carteira assinada
Agência Brasil
Foram 236 mil postos de trabalho a mais com carteira assinada

Em mais um ano de recorde de desemprego, a Pesquisa Mensal do Emprego (PME) do IBGE registrou taxa de desocupação em 5,4% em 2013 – 0,1 ponto porcentual a menos que em 2012, quando o resultado foi recorde.

Em dezembro, a taxa de desocupação ficou em 4,3%, a menor  para o mês desde o início da série histórica de março.

Leia mais: Tendência do mercado de trabalho é de aquecimento, segundo Ipea

Na média de 2013, 23,1 milhão de brasileiros estavam ocupados, um contingente 0,7% maior que o de 2012 – 24,8% superior ao de 2003.

Regiões sul e sudeste tiveram reduções, Recife e Salvador registraram aumento

O melhor resultado veio das regiões metropolitanas de Porto Alegre e Rio de Janeiro, locais onde o nível de desocupação caiu 0,5 ponto porcentual. Em Belo Horizonte, a população desocupada passou de 4,4% para 4,2%; em São Paulo, 6% para 5,9%.

A região metropolitana de Salvador, por outro lado, registrou aumento de 0,9% na população desocupada, chegando à marca de 8,1%. Em Recife também houve evolução no índice, de 6% para 6,4%.

Rendimento cresce: paulistanos são os que ganham melhor

O rendimento médio real médio cresceu R$ 1,894 mil para R$ 1,929 mil neste ano. O paulistano encerrou o ano ganhando, em média, R$ 2,051mil – a melhor média nacional. A diferença para o segundo colocado, o Rio de Janeiro, é pequena – lá o rendimento de 2013 ficou R$ 2,049 mil.

Leia também: Indústria baiana prevê R$ 70,5 bilhões em investimentos até 2016

No entanto, os soteropolitanos não tiveram a mesma sorte. Após nove altas consecutivas, Salvador foi a única região com queda no rendimento médio, que ficou R$ 107 menor, de R$ 1,567 mil para R$ R$ 1,460 mil.

Rio de Janeiro têm a menor disparidade de rendimentos entre gêneros

A pesquisa também aponta que mulheres ganham em média 73,6% do rendimento médio de um homem. O resultado é superior aos 70,5% registrados em 2007, a menor proporção da história. No Rio de Janeiro, a situação é menos desfavorável às mulheres, que ganham 75,7% do rendimento de um homem.

A diferença é mais gritante em Belo Horizonte, onde o salário da mulher é 32 pontos porcentuais inferior. No entanto, a cidade registra o melhor avanço frente a 2012, com um aumento de 2,5 pontos porcentuis nessa relação.

A região de Salvador também trouxe um relevante avanço de 1,9 ponto porcentual. O mesmo não se pode dizer de Recife, a única região onde o rendimento médio feminino em 2013 foi menor que em 2012 – de 74,4% para 73,9%. 

Recorde de número de carteiras assinadas em relação à ocupação total

Taxa número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 2%. Trata-se de um recorde na proporção entre empregados formais em relação ao total de ocupados: são 50,3% funcionários com carteira assinada. Em 2003 essa taxa era de 39,7%.

A região metropolitana de Salvador foi a única a apresentar redução nessa proporção, que era de 46,9% em 2012 e passou para 46,6% em 2013.

Rendimento médio de militares e funcionários públicos caiu 4,8%

O levantamento realizado pelo IBGE também apontou uma queda de 4,8% no rendimento médio de militares e funcionários públicos.

Por outro lado, os empregados sem carteira no setor privado tiveram aumento de 8,6% no rendimento médio. O mesmo desempenho não foi acompanhado pelos funcionários com carteira assinada, que tiveram rendimento 2,4% superiror em 2013. As pessoas que trabalham por conta propria tiveram melhora de 7,5% no rendimento.