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A petroleira inicialmente havia informado que aplicação seria automática, e em um segundo momento, anunciou que metodologia de preços seria "estritamente interna à companhia"

Agência Estado

Aplicação dos reajustes de preços do combustível não será automática, segundo a Petrobras
Fernando Genaro/ Fotoarena
Aplicação dos reajustes de preços do combustível não será automática, segundo a Petrobras

A Petrobras enviou, nesta quarta-feira (4), comunicado ao mercado em resposta a um ofício da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) solicitando esclarecimentos sobre os parâmetros da política de preços. A petroleira inicialmente havia informado que faria reajustes automáticos de preço, e em um segundo momento, no dia 29 de novembro, após reunião do Conselho, anunciou que os parâmetros da metodologia de preços seriam "estritamente internos à companhia".

O que a Petrobras esclarece agora é que a aplicação dos reajustes não será automática como consequência direta da fórmula de precificação. "A metodologia estabelece bandas de reajuste, conferindo à diretoria executiva poder discricionário à luz da dinâmica dos mercados doméstico e internacional", diz o comunicado.

No dia 29/11 foi anunciado o aumento de preços da gasolina e do diesel em 4% e 8%, respectivamente. A metodologia para tal, segundo a Petrobras, contém parâmetros baseados em variáveis como preço de referência dos derivados no mercado internacional, taxa de câmbio e ponderação associada à origem do derivado vendido, se refinado no Brasil ou importado.

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A nota de esclarecimento rebate também especulações sobre a saída da presidente Maria das Graças Silva Foster da presidência da estatal. "Petrobras refuta qualquer afirmação desta natureza."