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Banco descarta hipótese de bolha imobiliária no País e afirma que preços voltarão a subir nos próximos anos

Para o Itaú, preços dos imóveis no Brasil não estão caros
Divulgação
Para o Itaú, preços dos imóveis no Brasil não estão caros

O patamar dos preços dos imóveis no Brasil é apenas uma correção à defasagem do mercado imobiliário, que ficou estagnado por 20 anos, afirmou o superintendente de Relações com Investidores do Itaú Unibanco, Geraldo Soares, durante reunião pública da Apimec na Expo Money, realizada nesta quinta-feira (12) em São Paulo.

“Não acreditamos em uma bolha imobiliária no Brasil. Não há operações de crédito alavancadas, como houve nos Estados Unidos, que justifiquem essa hipótese por aqui”, disse.

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Além de descartar uma queda nos preços para os próximos anos, o executivo projeta que os valores voltarão a subir no médio prazo, após a “pequena acomodação” pela qual passa o mercado no momento.

Para Soares, a mudança no marco regulatório do crédito imobiliário nos últimos anos foi o que permitiu o aumento de recursos disponíveis para o consumidor adquirir seu imóvel e para financiar a construção civil. “Isso possibilitou o boom neste mercado”, diz.

O otimismo no setor vai ao encontro da estratégia recente do banco de ampliar sua carteira de crédito imobiliário, em detrimento de outros produtos, como o financiamento de automóveis. "Acreditamos que esta carteira vai crescer entre 35% e 40% nos próximos seis anos", afirma Soares.

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O segmento cresceu 32,4% no ano, com cerca de R$ 20 bilhões em empréstimos, dando ao Itaú participação de 22% neste mercado, atrás da Caixa Econômica, ainda a maior fornecedora deste tipo de crédito no País.