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Fraca expansão reflete desempenho baixo das exportações e declínio dos investimentos

Agência Estado

A Standard & Poor's (S&P) prevê que o Brasil deva registrar o terceiro ano de expansão modesta do Produto Interno Bruto (PIB), estimando um crescimento de "somente" 2% neste ano. "Não esperamos que vão mudar muito as perspectivas de crescimento nos próximos três anos", ressaltou a agência de rating em relatório.

-Veja também: S&P afirma rating do BNDES em BBB

"O fraco crescimento reflete um desempenho modesto das exportações, declínio dos investimentos privados, em parte causado pelos sinais ambíguos de políticas do governo que vem afetando a confiança dos investidores", destaca o texto, assinado pela equipe da S&P, cujo responsável pela avaliação de rating soberano do País é Sebastian Briozzo.

Conforme o relatório, o estímulo da economia baseado em políticas fiscais pode gerar um aumento da dívida do governo de tal forma que se tornaria "inconsistente com o nosso rating atual", relativo ao País.

Políticas fiscais

A agência de rating pondera que o governo tem percebido que o uso exclusivo das políticas fiscais para elevar o PIB tem restrições. E, em função disso, o Poder Executivo está trabalhando para elevar os investimentos, sobretudo os oriundos do setor privado.

"No entanto, o investimento doméstico (originário basicamente do setor privado) tem subido somente de forma modesta em comparação ao período no qual o Brasil tinha um rating especulativo (BB+ ou menos). A abordagem ambígua e errática do governo em direção ao setor privado nos anos recentes não conseguiu elevar os investimentos", afirma a S&P.

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