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Uso doméstico e comercial aumentou em 3,1% ante mesmo período em 2012

Reuters

O consumo de energia elétrica no Brasil subiu 3,1% em junho sobre igual período do ano passado, puxado principalmente pelo consumo doméstico e comercial, informou nesta terça-feira a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A EPE ressaltou, também, que o setor industrial segue sem mostrar recuperação sustentada.

A EPE atribuiu o aumento no consumo ao acréscimo de quase 2 milhões de novas contas e à maior posse e uso de eletrodomésticos
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A EPE atribuiu o aumento no consumo ao acréscimo de quase 2 milhões de novas contas e à maior posse e uso de eletrodomésticos

A dinâmica se repetiu no semestre, quando o consumo das famílias e do setor de serviços compensou a queda observada na indústria, levando o acumulado do ano a uma expansão de 2,8%.

A EPE atribuiu o fenômeno ao aumento na base de famílias consumidoras de energia, com o acréscimo de quase 2 milhões de novas contas em um ano e à maior posse e uso de eletrodomésticos pelos brasileiros.

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O consumo das famílias aumentou 5,2% em junho e 6% no acumulado de 2013. O consumo médio mensal por consumidor está em 161,3 kilowatts-hora (kWh), um aumento de 2,2% em relação a junho do ano anterior, segundo a EPE.

Com um avanço de 5% em junho e 5,5% no semestre, o segmento de comércio de serviços também entregou números positivos. No entanto, a EPE afirmou ser possível observar uma moderação no crescimento, acrescentando que a base de comparação com o ano passado é alta.

"A redução no ritmo de crescimento acentuou-se no segundo trimestre, quando a taxa de expansão do consumo ficou em 4,6%, a menor desde o quarto trimestre de 2010", disse a EPE. No mesmo período de 2012, o avanço no consumo de energia pela classe comercial e de serviços havia sido de 8,5%.

Embora tenha subido 1,1% em junho na comparação anual, o consumo de energia na indústria recuou 0,5% nos seis primeiros meses do ano, o que reflete a queda na produção de segmentos eletrointensivos, com destaque para a metalurgia do alumínio.

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Ainda segundo a EPE, o consumo agregado das indústrias teria crescido mais que o dobro em junho, a uma taxa de 2,3%, se o nível de produção de alumínio do ano passado tivesse sido mantido.

"O comportamento do consumo industrial de energia ainda não oferece sinais de recuperação sustentada. Pelo terceiro mês consecutivo, houve crescimento do consumo total em relação ao mesmo mês do ano anterior. Contudo, na série livre de influências sazonais, o consumo recuou em junho 1,3%", informou a EPE.

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