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Paralisação é por tempo indeterminado e previsão é que 70% dos funcionários participem

Funcionários da Infraero responsáveis pelas operações de solo entram em greve a partir de desta quarta-feira (31) em todos os 63 aeroportos administrados pela empresa. A paralisação é por tempo indeterminado e a previsão é que, pelo menos, 70% dos 13 mil funcionários participem do movimento.

No Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, nenhum voo foi afetado nesta manhã. Segundo o sindicato, a categoria está em negociação por melhores condições salariais desde abril, sem sucesso. A principal reivindicação é um reajuste de 16% nos salários e mais benefícios, como auxílio-creche.

Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, amanhece em greve nesta quarta-feira (31)
Futura Press
Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, amanhece em greve nesta quarta-feira (31)


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Segundo os sindicalistas, os funcionários trabalham com salários atrasados e tiveram benefícios de assistência médica reduzidos. Em diversos terminais, o sindicato realizará assembleias extraordinárias para discutir a pauta de reivindicações.

A Infraero nega as acusações de atraso nos salários e corte de benefícios e afirma que está em negociação com a categoria. Em nota, a empresa estatal também afirma que já tem preparado um plano de contingência "para manter os serviços essenciais e a operacionalidade dos aeroportos, a fim de que não haja impacto".

O plano consistiria no remanejamento de funcionários de outros setores ou fora de escala para reforçar as equipes nos horários de pico dos aeroportos.

Empresas e concessionárias

A expectativa é que a paralisação não provoque grandes impactos nem para as maiores companhias aéreas do mercado doméstico nem para as concessionárias.

A Gol afirmou, em nota, que coordena ações de contingência em conjunto com as autoridades e administradores aeroportuários. A companhia recomenda que os passageiros realizem antecipadamente o check-in pela internet ou pelo celular e cheguem com antecedência no aeroporto.

TAM e Azul informaram que suas ações devem se limitar a acompanhar a situação dos aeroportos durante o protesto e informar os clientes sobre qualquer alteração nos voos. A Avianca também foi procurada, mas não deu resposta até as 19 horas.

As concessionárias dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos (Campinas) e Brasília informaram que a paralisação não deve provocar alterações na rotina, já que os grevistas fazem parte do quadro da Infraero.

*Com informações da AE

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