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Fusão planejada pelas duas gigantes deve criar operação de US$ 35,1 bilhões; presidente da Omnicom deve ficar à frente da operação

Reuters

John Wren, da Omnicom, e Maurice Levy, da Publicis comemoram
REUTERS/Christian Hartmann
John Wren, da Omnicom, e Maurice Levy, da Publicis comemoram "fusão de iguais"

A Publicis e a Omnicom anunciaram planos de fusão para criar o maior grupo de publicidade do mundo, no valor de US$ 35,1 bilhões, uma união que pode colocar pressão para que seus rivais avancem em acordos para acompanhar as mudanças neste mercado.

As empresas francesa e norte-americana apresentaram o acordo como uma "fusão de iguais", em que acionistas da Publicis e da Omnicom terão cada um cerca de 50% do capital da nova empresa.

A Publicis disse que a transação deve criar "um valor significativo para os acionistas", com sinergias estimadas em US$ 500 milhões. O grupo resultante da fusão manterá sedes em Paris e Nova York, disse a companhia.

"(O presidente da Omnicom, John Wren) e eu concebemos essa fusão para beneficiar nossos clientes, ao trazer conjuntamente a mais abrangente oferta de serviços analógicos e digitais", disse o presidente-executivo da Publicis, Maurice Levy, em um comunicado.

Levy disse ainda que o governo francês apoiou a fusão.

Juntas, a Publicis e Omnicom tiveram uma receita combinada em 2012 de US$ 22,7 bilhões, com mais de 130 mil empregados, e elas devem ultrapassar a WPP, no valor de US$ 24,1 bilhões.

O acordo reuniria marcas Publicis como Saatchi & Saatchi e Leo Burnett com a BBDO Worldwide e a DDB Worldwide, ambas da Omnicom.

Wren e Levy serão os CEOs conjuntos em uma integração inicial e um período de desenvolvimento de 30 meses, após o qual Levy vai se tornar presidente não-executivo e Wren o único CEO, disse a Publicis.

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