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Após seis semanas de conversas, o negociador-chefe da UE e sua contraparte chinesa selaram o acordo por telefone, firmando um preço mínimo para os produtos

Reuters

A Europa planejava impor tarifas pesadas a partir de 6 de agosto, mas a maioria dos governos da União Europeia ficou receosa de ofender os líderes chineses
Thinkstock/Getty Images
A Europa planejava impor tarifas pesadas a partir de 6 de agosto, mas a maioria dos governos da União Europeia ficou receosa de ofender os líderes chineses

A China e a União Europeia solucionaram neste sábado (27) aquela que era sua maior disputa comercial. O acordo que regula a importação de painéis solares chineses evitará uma guerra mais acirrada – que vai dos vinhos ao aço.

Após seis semanas de conversas, o negociador-chefe da UE e sua contraparte chinesa selaram o acordo por telefone, estabelecendo um preço mínimo pelos painéis da China, que serão negociados em valores mais próximos aos praticados pelo mercado.

Fabricantes de painéis solares europeus acusam a China de se beneficiar dos enormes subsídios estatais, que lhe permitiu exportar para a Europa painéis solares de baixo custo no valor de € 21 bilhões (cerca de US$ 28 bilhões), tirando empresas europeias do negócio.

Outraos mercados europeus que já acusaram a China de ‘dumping' tiveram que lidar com importações que chegam a € 1 bilhão (R$ 3,45 bilhões) por ano.

Veja também: China planeja quadruplicar capacidade de geração de energia solar até 2015

A Europa planejava impor tarifas pesadas a partir de 6 de agosto, mas a maioria dos governos da União Europeia ficou receosa de ofender os líderes chineses e perder negócios na segunda maior economia do mundo. Com isso, encabeçados pela Alemanha, se opuseram ao plano - o  que os levou ao acordo com concessões.

"Encontramos uma solução amigável", disse Karel De Gucht, Comissário de Comércio da UE. "Estou satisfeito com a oferta de estabelecimento de preço submetida pelos exportadores de painéis solares chineses", declarou ele, referindo-se ao preço mínimo para as importações vindas da China.

Shen Danyang, porta-voz do Ministério do Comércio da China, deu as boas-vindas ao acordo, saudando um "desfecho positivo e altamente construtivo".

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