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Quatro russos e um ucraniano respondem por ações de violação de dados e de pirataria envolvendo informações de cerca de 160 milhões de cartões de crédito e débito

NYT

O esquema funcionou entre 2005 e 2012 e vitimou empresas como Visa, JCPenney, 7-Eleven, JetBlue, Heartland Payment Systems
Getty Images/Photodisc
O esquema funcionou entre 2005 e 2012 e vitimou empresas como Visa, JCPenney, 7-Eleven, JetBlue, Heartland Payment Systems

Nesta quinta-feira (25), o ministério público americano divulgou o caso que intitularam como o maior evento de pirataria e violação de dados nos Estados Unidos. Cinco pessoas são acusadas de organizar um esquema que invadiu computadores de mais de uma dúzia de corporações. O grupo teria roubado e vendido informações pessoais dos usuários de pelo menos 160 milhões de cartões de débito e crédito.

O esquema era coordenado por quatro russos e um ucraniano, segundo os promotores, que anunciaram as acusações em Newark, N.K. Paul Fishman, procurador dos Estados Unidos para o Distrituto Sul de Nova Jersey, disse que as perdas já chegaram à casa das centenas de milhões de dólares. “As perdas neste caso são surpreendentes”, disse Fishman na coletiva de imprensa. “Este tipo de crime realmente está na vanguarda das fraudes financeiras.”

O esquema funcionou entre 2005 e 2012 e vitimou empresas como Visa, JCPenney, 7-Eleven, JetBlue, Heartland Payment Systems – uma das maiores empresas de processamento de operações no mundo –, e o varejista francês Carrefour. Corre, em separado, um caso envolvendo a bolsa de Valores Nasdaq, também orientado pelo procurador dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York.

"Os réus e seus comparsas furaram a segurança de diversas das maiores processadoras, varejistas e instituições financeiras no mundo e roubaram as informações de identificação pessoal como nomes e senhas”, acusam os promotores.

Os acusados foram identificados como os russos Vladimir Drinkman, Alexander Kalinin, Roman Kotov e Dmitriy Smilianets e o ucraniano Mikhail Rytikov. Drinkman está sob custódia na Holanda e Smilianets nos Estados Unidos. O paradeiro dos outros ainda é desconhecido.

Os ataques ressaltam a grande ameaça que a quebra do sigilo das informações representa para um sistema financeiro que é quase totalmente dependente de comunicações em rede.