Tamanho do texto

Somente em junho, o volume de concessões alcançou R$ 11,2 bilhões, alta de 51% comparativamente a junho do ano passado e aumento de 15% em relação a maio

Agência Estado

Nos primeiros seis meses de 2013 foram financiados 244,7 mil imóveis
Thinkstock/Getty Images
Nos primeiros seis meses de 2013 foram financiados 244,7 mil imóveis

Os empréstimos para compra e construção de imóveis no País atingiram o montante de R$ 49,6 bilhões no primeiro semestre de 2013, volume 34% superior aos R$ 37 bilhões no mesmo período de 2012, de acordo com dados publicados nesta quinta-feira (25) pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

O volume é o maior já registrado em um único semestre, segundo a associação. Os dados levam em conta apenas os financiamentos com recursos provenientes das poupanças. Pelas regras do Banco Central, 65% do saldo da caderneta deve ser direcionado pelos bancos para o crédito imobiliário.

Somente em junho, o volume de concessões alcançou R$ 11,2 bilhões, alta de 51% comparativamente a junho do ano passado e aumento de 15% em relação a maio. Nos 12 meses compreendidos entre julho de 2012 e junho de 2013, os empréstimos imobiliários totalizaram R$ 95,3 bilhões, 19% a mais do que nos 12 meses precedentes.

Veja também: Preço do imóvel sobe 5,8% no primeiro semestre, segundo o Índice FipeZap

Em número de unidades, nos primeiros seis meses de 2013 foram financiados 244,7 mil imóveis, 14% a mais do que no primeiro semestre de 2012. Em junho, foram financiados 53,2 mil imóveis, o que representou crescimento de 12% em relação a maio e de 27% na comparação com junho do ano passado. Nos últimos 12 meses até junho foram financiados 483,6 mil imóveis, 3% a mais do que nos 12 meses precedentes.

Poupança

Em junho, os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 6,7 bilhões, melhor resultado registrado em um mês de junho na série histórica, iniciada em 1995, de acordo com dados do Banco Central mencionados no levantamento da Abecip.

No primeiro semestre deste ano, a diferença entre depósitos e retiradas foi positiva em quase R$ 20 bilhões, superando em 60% o montante registrado no mesmo período do ano passado.