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A onda de ar polar que trouxe neve e geada em proporções atípicas para o tradicional inverno catarinense também representou prejuízos para dezenas de municípios

Agência Estado

Morro do Cambirela amanhece coberto de neve em Florianópolis (SC), nesta terça-feira (23). Os termômetros chegam a registrar 6°C
Futura Press/Petra Mafalda
Morro do Cambirela amanhece coberto de neve em Florianópolis (SC), nesta terça-feira (23). Os termômetros chegam a registrar 6°C

A onda de ar polar que trouxe neve e geada em proporções atípicas para o tradicional inverno catarinense também representou prejuízos para dezenas de municípios. A forte e extensa geada que se formou na manhã desta quarta-feira (24), representou perda de 70% da produção agrícola do município de Angelina, distante cerca de 70 quilômetros de Florianópolis. Plantações de repolho, couve-flor, brócolis, alface, beterraba, fumo e morango, entre outras hortaliças, que representam 80% da economia da cidade de 5,7 mil habitantes, foram completamente destruídas.

As cidades de Rancho Queimado, Major Gercino, Leoberto Leal, Chapecó, Joinville, Jaraguá do Sul e Lages também contabilizaram perdas na agricultura e pecuária. Apiúna, na região do vale do Itajaí, registrou prejuízo de R$ 500 mil das plantações de fumo e reflorestamento de eucaliptos.

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O frio intenso, combinado com o acúmulo de gelo, provocou quedas de árvores sobre as linhas transmissão que levam energia para as cidades. Itaiópolis, no Planalto Norte, chegou a decretar situação de emergência. Na madrugada de terça-feira, cerca de 35 mil casas dos municípios de Canoinhas, Major Vieira, Monte Castelo, Papanduva e Santa Terezinha foram afetadas.

Além das perdas na agricultura e falta de energia, a neve causou prejuízos com o desabamento de cobertura de galpões, de ginásios de esportes, postos de combustíveis e telhados de algumas residências com estrutura inapropriada para suportar o acúmulo do gelo.

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