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Para banco, valorização da moeda americana é caminho sem volta e afeta inflação no País

Dólar alto deve pressionar a inflação, diz Becker
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Dólar alto deve pressionar a inflação, diz Becker

A valorização do dólar frente ao real e outras moedas internacionais é um caminho sem volta, na avaliação doe conomista-chefe de renda fixa do Bank of America Merrill Lynch, David Becker.

“O câmbio pode caminhar para perto de R$ 2,40 até o fim do ano, valor que representa o ponto de equilíbrio da moeda”, afirmou o analista durante o evento "O Futuro da Atividade Bancária", promovido nesta terça-feira (23) pela Serasa Experian.

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Parte disso se deve, de acordo com Becker, aos sinais de recuperação da economia dos Estados Unidos, o que deve levar a um aumento dos juros, dos atuais 2,6% para cerca de 4% até o fim de 2014. As taxas mais elevadas podem pressionar ainda mais a desvalorização das moedas nas economias emergentes.

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"A volta do bom humor nos Estados Unidos representa um mau humor em relação aos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e Rússia)."

Pressão sobre a inflação

A tendência de alta do dólar, apesar de beneficiar alguns setores e exportadores, pode representar um risco para a inflação brasileira, que apresentou sinais de melhora e não deve ultrapassar o teto da meta este ano, em torno de 6%, na visão do banco americano.

O PIB (Produto Interno Bruto) do País, por sua vez, deve crescer em torno de 2,5%, na projeção do Merrill Lynch, com sinais de que mercado deve deixar de pressionar o Banco Central pelo aumento dos juros.


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