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As economias desenvolvidas do grupo irão considerar metas numéricas para reduzir a dívida pública

Reuters

Christine Lagarde, diretora do FMI: cabe a cada país apresentar sua proposta
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Christine Lagarde, diretora do FMI: cabe a cada país apresentar sua proposta

As economias avançadas do G20 vão considerar metas numéricas para redução de dívida pública depois de 2016, para aumentarem a confiança e criarem melhores condições de crescimento econômico, disse uma autoridade do G20 neste sábado (20).

O compromisso, a ser discutido numa cúpula de líderes dos 20 países mais desenvolvidos e em desenvolvimento (G20) em São Petersburgo (Rússia), no início de setembro, vai se basear em promessas do G20 feitas em 2010 para estabilização de níveis de dívida sobre o PIB até 2016.

Mostrando o quão distantes estão diferentes potências do G20 sobre o compromisso a metas de dívida, outra importante fonte do grupo afirmou que nada foi acertado em termos de compromisso. "Os números citados simplesmente refletem planos orçamentários".

A autoridade disse que não havia números para o Japão ou para a maior parte das economias dos mercados emergentes.

As metas fazem parte dos planos nacionais dos membros do G20 de colocar sua dívida pública numa trajetória sustentável, apresentada na reunião dos ministros das finanças e presidentes de bancos centrais do G20, na sexta-feira e no sábado.

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A reunião se recusou a definir qualquer meta até 2016, devido a um consenso que determinou que o foco de curto prazo deveria ser voltado para reativar o crescimento.

A chefe do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, disse aos jornalistas, depois da reunião, que cabe a cada país apresentar a melhor proposta para chegar a melhor combinação de políticas para reduzir a dívida.

"Nossa impressão é que todos os jogadores ao redor da mesa estão determinados a colocar a sua dívida pública em uma trajetória decrescente", disse. "Acho que o ritmo de queda, combinação da redução do déficit, consolidação fiscal e aumento do apoio ao crescimento é uma combinação política muito sutil, que está sujeita ao debate entre os países".

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