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Pesquisa revelou a opinião dos gregos dias depois de o Parlamento aprovar uma lei que prevê a reforma radical da administração

Agência Estado

A maioria dos gregos concorda ser necessário cortar empregos públicos, apenas dias depois de o Parlamento aprovar uma lei contestada que prevê a reforma radical da administração, mostra pesquisa divulgada neste domingo (21).

Gregos protestam em Atenas contra a taxa de desemprego, a maior entre os 27 países da UE, e contra as medidas de austeridade do governo
AP
Gregos protestam em Atenas contra a taxa de desemprego, a maior entre os 27 países da UE, e contra as medidas de austeridade do governo

Segundo o levantamento, 60,6% dos 1.002 gregos entrevistados na terça-feira e na quarta-feira – dias de pico dos protestos contra a reforma – eram a favor de cortes de trabalho no serviço público, enquanto 36% eram contra, de acordo com o Kapa Institute, que conduziu a pesquisa.

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Pela nova lei, 25 mil servidores, incluindo professores e polícia municipal – devem ser reposicionados até o final do ano. Aqueles que forem afetados terão oito meses de salário reduzido para achar novos empregos em outro lugar ou então aceitar o salário oferecido. Caso contrário, perderão seus empregos.

A Grécia concordou com seus credores – a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional – a fazer as reformas em troca do recebimento da próxima parcela de US$ 8,9 bilhões dos fundos de resgate. Mas a reforma proposta provocou uma nova onda de protestos, com milhares de manifestantes nas ruas. 

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