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Movimento de acionistas minoritários se junta aos existentes no Rio e em São Paulo

Agência Estado

Além dos movimentos de acionistas minoritários da OGX no Rio e em São Paulo, outros cerca de 60 investidores da petroleira se mobilizam no Sul do País contra a companhia. Os acionistas levantam as irregularidades, especialmente em relação a promessas de produção não cumpridas.

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Querem embasar uma possível ação indenizatória, pedindo recomposição de capital e responsabilização civil da companhia e dos diretores por falhas na divulgação de informações.

Eike Batista, controlador da empresa
Reuters/Fred Prouser
Eike Batista, controlador da empresa

O advogado escolhido pelos acionistas para compilar o relatório contra a empresa diz que uma possível ação poderia incluir até questionamentos sobre a responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pedido de bloqueio de bens de gestores e pedido de tomada de controle da empresa pelos acionistas.

"Houve projeções sobre a produção do campo de Tubarão Azul, por exemplo, que se tornaram absolutamente inverídicas", disse o advogado João Fábio Fontoura, sócio da Bornholdt Advogados, de Santa Catarina. "Estamos juntando um dossiê para ver o que respalda uma ação."

Fontoura disse partir do princípio de que o mercado de capitais implica riscos. Mas ressalva que a OGX "ultrapassou os limites da subjetividade e da volatilidade que a lei permite".

O advogado defende que as informações divulgadas induziram investidores a erro, com fatos relevantes "que passaram longe e uma previsão de uma divulgação minimamente objetiva". A ação seria instalada em Santa Catarina.

Fontoura disse que ainda não houve contato com os grupos de acionistas que se mobilizam também no Rio e em São Paulo, mas diz que será natural um contato, já que todos compartilham a mesma causa. Os acionistas reunidos no Sul não tiveram a identidade revelada pelo advogado.

Em São Paulo a ação é liderada por William Magalhães. No Rio, a ação é do acionista Márcio de Melo Lobo. Ele entrou com ação cautelar no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) pedindo o bloqueio dos bens da companhia e do empresário Eike Batista.

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