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Ganhos do banco no segundo semestre foram puxados pela melhora nas receitas com corretagem, em sinal de recuperação de seus negócios

Reuters

Fachada da sede do banco Morgan Stanley em NY
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Fachada da sede do banco Morgan Stanley em NY

O Morgan Stanley divulgou nesta quinta-feira (18) alta de 42% no lucro do segundo trimestre, apoiado em melhora nas receitas com corretagem, no mais recente sinal de que o segundo maior banco de investimento dos Estados Unidos está recuperando seus negócios.

Os ganhos cresceram em todos os negócios do banco. O lucro de corretagem e com atividade de banco de investimento foi quase seis vezes maior que um ano antes, apoiado em operações mais fortes com ações e negociação de bônus. Enquanto isso, o lucro na área de gestão de fortuna disparou 83%.

O banco anunciou que reguladores aprovaram a recompra de US$ 500 milhões em ações da instituição, o que ajudava na alta das ações do grupo.

O presidente-executivo do banco, James Gorman, tem tentado recuperar os negócios do Morgan Stanley, que sofreu pesadas perdas durante a crise financeira. O executivo focou os esforços em medidas como melhora de lucratividade em negócios com bônus e na área de gestão de riqueza, que até junho era uma joint-venture com o Citigroup.

Leia mais : Bancos ajudam ações europeias a ampliar recuperação

Mas Gorman ainda tem trabalho a fazer. O retorno sobre patrimônio do Morgan Stanley, medida de rentabilidade de um banco, foi de apenas 5%. O valor é maior que os 4% do resultado de um ano antes, mas ainda é menos do que a metade do que os investidores esperam.

O lucro líquido atribuível a acionistas de papéis ordinários subiu para US$ 802 milhões, ou US$ 0,41 por ação, ante US$ 564 milhões, ou US$ 0,29 por papel, um ano antes.

Excluindo itens não recorrentes, o Morgan Stanley lucrou US$ 0,45 por ação, acima da média de estimativas de analistas de US$ 0,43 por ação, de acordo com pesquisa da Thomson Reuters I/B/E/S.

A receita subiu 22%, para US$ 8,5 bilhões, enquanto as despesas avançaram 12%, para US$ 6,73 bilhões, sinalizando que o banco tem contido o crescimento nos custos.

Os resultados incluem um ganho relacionado a mudanças no valor da dívida própria do banco, em grande parte compensado por um encargo relacionado com a compra do restante da unidade de gestão de riqueza que possuía com o Citigroup.

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