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Banco Central vê mais inflação para 2014 do que anteriormente, apesar de reforçar que o ciclo de aperto monetário fará os preços declinarem

Reuters

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O Banco Central vê mais inflação no próximo ano do que via antes, apesar de reforçar que o atual ciclo de aperto monetário fará os preços entrarem em trajetória de declínio, ao mesmo tempo em que acredita que a depreciação do real ante o dólar é uma pressão inflacionária no curto prazo.

Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta quinta-feira (18), o BC repetiu que sua política deve permanecer "especialmente vigilante" e que é "apropriada a continuidade do ritmo de ajuste das condições monetárias ora em curso".

Isso sinaliza que o BC pode manter o atual ritmo do aperto, como esperado pelo mercado. Na semana passada, ele elevou a Selic em 0,5 ponto percentual, a 8,50% ao ano, mantendo o passo da reunião do Copom de maio, em meio à inflação elevada e à economia ainda sem sinais consistentes de recuperação.

Foi a terceira alta seguida na taxa básica de juros, que já somaram 1,25 ponto percentual e deixaram para trás a mínima histórica de 7,25%.

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"O Copom destaca que, em momentos como o atual, a política monetária deve se manter especialmente vigilante, de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação como o observado nos últimos 12 meses persistam no horizonte relevante para a política monetária", trouxe a ata.

Em junho, a inflação medida pelo IPCA estourou novamente a meta, ao acumular alta 6,70% em 12 meses, maior alta desde outubro de 2011. Mas a variação mensal --de 0,26% – veio bem abaixo das expectativas, reforçando as apostas de que o BC não precisaria acelerar o passo e elevar ainda mais a Selic.

A perspectiva é de que a inflação continue perdendo força, mas o mercado ainda aposta que o IPCA fechará este ano a 5,80% neste ano, praticamente em linha com o ano passado (5,84%) e acima do valor central da meta do governo, de 4,5%.

Segundo a ata, o BC elevou sua projeção para a inflação em 2014 no cenário de referência, mantendo-a acima do centro da meta do governo, de 4,5% pelo IPCA. Para 2013, ainda no cenário de referência, a projeção da inflação não mudou, também permanecendo acima da meta.

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