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Entrada de minério de ferro do país, maior consumidor mundial da matéria-prima do aço, caiu 9,1% ante o mês anterior, para 62,3 milhões de toneladas

Reuters

Minério é empilhado para entrega em uma mina em Jiyuan, província de Henan, na China
Getty Images
Minério é empilhado para entrega em uma mina em Jiyuan, província de Henan, na China

As importações de petróleo e minério de ferro da China atingiram a mínima de vários meses em junho, com a segunda maior economia do mundo desacelerando, mostraram dados de comércio exterior nesta quarta-feira (10), elevando a perspectiva de uma menor demanda por commodities no segundo semestre.

Os dados mostraram que as importações e exportações da China em junho ficaram bem abaixo das expectativa, e Pequim advertiu para um cenário ruim para o comércio exterior no terceiro trimestre. Isso levantou novas preocupações sobre a extensão da desaceleração da economia chinesa e reduziu as chances de uma recuperação nas importações de matérias-primas nos próximos meses.

"Esses números são bem ruins. Os dados de importação em geral mostram que a economia está sob crescente pressão e que isso irá pesar sobre a demanda por commodities no segundo semestre", disse Lian Zheng, analista da Xinhu Futures Co.

Minério de ferro

As importações de minério de ferro pela China, maior consumidor mundial da matéria-prima do aço, caíram 9,1% ante o mês anterior para 62,3 milhões de toneladas, o menor nível em quatro meses. Os carregamentos mensais deverão girar em torno de 65 milhões de toneladas em julho e agosto, disse Helen Lau, analista de mineração da UOB-KAY Hian Securities.

As importações de petróleo caíram 1,4% no primeiro semestre de 2013 ante o mesmo período de 2012, com um menor crescimento econômico reduzindo a demanda no segundo maior consumidor de petróleo.

Os recebimentos de petróleo de junho ficaram 4,4% abaixo do mês anterior, em uma base diária de 5,39 milhões de barris por dia, menor taxa mensal desde setembro.

"Eu espero que as importações de petróleo continuem a desacelerar porque a economia em geral está desacelerando", disse Jonathan Barratt, diretor-executivo da empresa de pesquisa em commodities Barratt's Bulletin, da Austrália.

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