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Segundo Fabrizio Saccomanni, aumento nas receitas com imposto sobre valor agregado em maio foi o primeiro avanço em vários meses

Agência Estado

Ministro da Economia da Itália, Fabrizio Saccomanni
Getty Images
Ministro da Economia da Itália, Fabrizio Saccomanni

A economia da Itália está melhorando, conforme indicou o aumento nas receitas com imposto sobre valor agregado em maio, que foi o primeiro avanço em vários meses, afirmou o ministro da Economia do país, Fabrizio Saccomanni. Segundo o ministro, a Itália está entrando em fase de "estabilização gradual". "A incerteza reina em momentos de inflexão", disse Saccomanni em uma conferência bancária.

O ministro italiano minimizou o rebaixamento do rating do país para BBB pela Standard & Poor's, anunciado ontem, dizendo que o movimento teve como base tendências e indicadores passados e a hipótese de o fragmentado canal de transmissão da política monetária na zona do euro ser um fato permanente. "Poupadores italianos e estrangeiros serão os juízes" da real credibilidade da dívida soberana, disse Saccomanni.

O banqueiro central afirmou que é crucial mostrar clareza com relação às promessas de descartar um planejado aumento no imposto sobre valor agregado e um impopular imposto sobre propriedades, pois a atual controvérsia relacionada a eles está afetando negativamente o sentimento das famílias.

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Saccomanni disse que existe "espaço amplo para racionalizar os gastos públicos", em referência aos 800 bilhões de euros que a Itália gasta por ano. Segundo o ministro, o governo pretende "valorizar" - e eventualmente vender - uma série de ativos na tentativa de reduzir a dívida pública.

O governo também está pronto para reformar a estrutura de controle do Banco da Itália, disse o ministro. Atualmente as ações do banco central são detidas pelos bancos do país, frequentemente a valores baixos, porque refletem a aquisição dos papéis décadas atrás.

Os fluxos de crédito para a economia italiana, "permanecem em crise", comentou o ministro, dizendo que é essencial tanto para bancos quanto para empresas "abraçar a mudança cultural" e se aproximar dos mercados de capital de uma forma mais proativa, em vez de depender de empréstimos bancários. 

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