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Para Jim Young Kim, impacto econômico depende da resposta do governo às manifestações

Reuters

As manifestações que aconteceram em todo o Brasil podem não ter impacto nos investimentos na maior economia da América Latina, dependendo da resposta do governo às demandas sociais, disse o presidente do Banco Mundial, Jim Young Kim, em entrevista nesta sexta-feira (5).

-Veja também: onda de protestos influencia a produtividade das indústrias brasileiras

Os protestos que varreram o Brasil nas últimas semanas abalaram a estrutura política do país, levando a uma onda de promessas de melhoria dos serviços públicos, assim como medidas concretas para conter as insatisfações.

Jim Young Kim, presidente do Banco Mundial:
Getty Images
Jim Young Kim, presidente do Banco Mundial: "O povo brasileiro tem estado muito focado."


As marchas contaram com brasileiros irritados sobre uma ampla série de questões, desde corrupção até o transporte público e os bilhões de dólares gastos para sediar a Copa do Mundo do ano que vem.

"Acho que dependendo da resposta do governo a esses protestos, podemos não ver uma queda nos investimentos", disse Kim durante visita ao Chile.

"O povo brasileiro tem estado muito focado. Eles foram bem específicos sobre o que querem. Eles querem melhores hospitais, eles querem melhores oportunidades educacionais, eles querem melhor controle dos preços, eles querem tarifas de ônibus mais baratas e outras coisas", acrescentou.

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