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Os trabalhadores protestam contra o Projeto de Lei 4,330, que prevê a liberação por completo da terceirização em todas as áreas dos bancos e das demais empresas do País

Agência Estado

Vista aérea da avenida Paulista, um dos principais centros financeiros de São Paulo
AE/RICARDO LISBOA
Vista aérea da avenida Paulista, um dos principais centros financeiros de São Paulo

O atendimento ao público foi suspenso das 10 às 12 horas desta quinta-feira (4) em cerca de 60 agências bancárias na região da Avenida Paulista, em razão de um protesto dos bancários contra o Projeto de Lei 4.330, que prevê a liberação por completo da terceirização em todas as áreas dos bancos e das demais empresas no País. Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a proposta vai fazer com que os trabalhadores tenham salários mais baixos e menos direitos e benefícios. O projeto de lei deve ser votado no dia 10 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.

A manifestação dos bancários teve a adesão da Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (FEM-CUT/SP). De acordo com a Polícia Militar (PM), cerca de 500 pessoas ligadas à FEM-CUT/SP fecharam, por poucos minutos, a faixa da direita da Avenida Paulista durante caminhada do Museu de Arte de São Paulo (Masp) até a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Representantes da FEM-CUT/SP estavam, por volta das 10h30, em frente à Fiesp para entregar a pauta de reivindicação da categoria. O presidente da federação, Valmir Marques da Silva, disse que a entrega da pauta de reivindicações acontece todos os anos e não tem uma relação direta com as manifestações que ocorrem no Brasil. "O ato de hoje já estava marcado, mas é importante o que está acontecendo no País", ressaltou.

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Silva afirmou ainda que ontem os diversos sindicatos de metalúrgicos realizaram uma reunião e devem aderir ao Dia Nacional de Lutas, organizado pelas centrais sindicais para o próximo dia 11. "A princípio, vamos parar o dia todo e terminar com um ato na Avenida Paulista. Mas isso ainda será definido com as demais centrais, já que não é um ato apenas da FEM-CUT."

A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, disse que a adesão dos bancários à paralisação do dia 11 vai depender das negociações sobre o projeto 4.330, programadas para começar amanhã. Estão previstas ainda encontros nos próximos dias 8 e 9 com três representantes de cada parte: governo, trabalhadores (representados pela CUT), Congresso e empresários.

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