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Veículos pesados alavancaram crescimento de 7% nas vendas de caminhões no 1° semestre

Agência Estado

Na esteira do bom desempenho do setores agropecuário e de construção, os veículos pesados puxaram o crescimento de 7% nas vendas de caminhões no primeiro semestre, ante igual período de 2013 e de 22,3% em junho sobre junho de 2012.

-Veja também: venda de auto e comercial leve sobe 9,58% em maio, segundo Fenabrave

Com isso, a oferta de veículos já começa a ficar restrita e a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) admite até mesmo a falta de algum modelo com capacidade acima de 30 toneladas de carga neste segundo semestre.

"A indústria se adaptou naturalmente para o crescimento das encomendas até o final deste ano. Os veículos não devem faltar, mas é possível que isso possa ocorrer", afirmou o vice-presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior.

Taxas de juros
Futura Press/Roberto Vazquez
Taxas de juros "deflacionadas" devem contribuir para as vendas de veículos pesados

Outro fator que ajuda nas vendas de caminhões, segundo ele, são as taxas de juros "deflacionadas" no financiamento de caminhões pelo Programa de Sustentação do Investimento (PSI) e pelo Finame.

Por outro lado, as restrições de crédito ainda atingem as motos, setor que deve apresentar um recuo de 2% nas vendas em 2013 ante 2012, principalmente pela queda nas vendas dos modelos de baixa cilindrada. "Com o cenário de juros, dólar e inflação em alta, é de se esperar a severidade maior do crédito", afirmou Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave.

Comerciais leves e automóveis

A média de vendas diárias de automóveis e comerciais leves cresceu 5,8% no mês passado, ante maio, de 14.314 unidades para 15.145 veículos.

Segundo o presidente da Fenabrave, Flávio Meneghetti, além do aumento na demanda de cidades do interior brasileiro, onde os protestos foram mais amenos, em cidades com grandes manifestações as vendas de veículos não recuaram. "Em São Paulo, no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília as vendas também ficaram na média", disse.

Meneghetti afirmou que houve uma "falta de vontade política dos órgãos de segurança pública" para evitar que concessionárias, principalmente em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, fossem depredadas por atos de vandalismo nos protestos.

"Concessionárias enviaram cartas às autoridades militares e de segurança pedindo uma 'blindagem' e nada fizeram, apesar de serem alertadas", disse o presidente da Fenabrave, que classificou os autores das ações como "bandidos infiltrados que desceram os morros e as favelas".

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