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As empresas brasileiras de capital aberto tiveram uma queda de R$ 265,7 bilhões em valor de mercado neste primeiro semestre ante o fim de 2012

Agência Estado

Empregados da Vale trabalham no Terminal Ilha Guaíba, em Mangaratiba (RJ)
Agência Vale
Empregados da Vale trabalham no Terminal Ilha Guaíba, em Mangaratiba (RJ)

As empresas brasileiras de capital aberto tiveram uma queda de R$ 265,7 bilhões em valor de mercado neste primeiro semestre ante o fim de 2012. No período, a cifra baixou 11,34%, de R$ 2,344 trilhões para R$ 2,078 trilhões.

Os dados foram divulgados pela Economática nesta sexta-feira (28), que compilou o valor de 300 companhias até a véspera, ou o penúltimo pregão do semestre. Na divisão por empresas, a Cielo apresenta o maior crescimento nominal, de R$ 5,77 bilhões, ao passar de R$ 37,292 bilhões em dezembro do ano passado para R$ 43,066 bilhões no fim deste mês.

Na variação porcentual, a Cielo avançou 15,48%. Na mesma comparação, a segunda companhia com maior expansão é a BRF, com R$ 5,257 bilhões, saltando 14,39%, de R$ 36,534 bilhões para R$ 41,791 bilhões. O destaque negativo no ranking é para Vale e Petrobras.

A Vale teve uma perda de R$ 71,94 bilhões em valor de mercado, de R$ 215,11 bilhões para R$ 143,17 bilhões, o que representa uma queda de 33,44%. O segundo pior desempenho foi da Petrobras, de R$ 254,852 bilhões para R$ 202,580 bilhões, o equivalente a uma perda nominal de R$ 52,272 bilhões e porcentual de 20,51%.

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Entre os 22 setores da economia considerados no estudo da Economática, apenas sete cresceram em valor de mercado, com destaque para química, que evoluiu em termos nominais R$ 5,825 bilhões, de R$ 37,106 bilhões para R$ 42,931 bilhões, avanço de 15,70%.

Outros setores com desempenho positivo foram o de software e dados, eletroeletrônicos, máquinas industriais, papel e celulose, veículos e peças e minerais não metálicos.

O setor com pior desempenho nos seis primeiros meses do ano, na comparação com o semestre anterior, foi o de mineração, que obteve perda de R$ 74,009 bilhões, de R$ 220,998 bilhões para R$ 146,990 bilhões, queda de 33,49%.

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